Da: Redação
Prof.Taciano Medrado
Prof.Taciano Medrado
Mesmo diante de um cenário repleto de incertezas, a Confederação da
Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) projetou nesta terça-feira (1/12) que o
valor bruto da produção agropecuária em 2021 deverá somar R$ 941 bilhões, um
crescimento de 4,2% ante o previsto para este ano.
O resultado deve levar a uma alta de 3% no PIB do agronegócio, estimado
em R$ 1,8 trilhão em 2021, mas depende da confirmação das últimas previsões do
Banco Central para a economia brasileira, que apontam um dólar de R$ 5,20
e um crescimento econômico de 3,45% no próximo ano
“O próximo ano tem algo peculiar, porque não teremos só desafios
econômicos que dependem da atuação do governo, do Congresso ou do mercado
mundial. Temos um desafio sanitário que não foi superado e que temos muitas
dúvidas sobre como isso vai se acomodar no próximo ano”, afirmou o
superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, em referência à pandemia da
Covid-19.
Ele destacou as dúvidas em relação à continuidade do auxílio emergencial
e ao surgimento de uma segunda onda de Covid-19, o que atrasaria a retomada do
crescimento econômico num cenário de aumento de custos para o setor.
“Quando a gente visualiza crescimento de PIB e
exportações em alta, imaginamos que todo o setor vai bem, quando na verdade
temos cadeias pontuais que estão indo muito bem e outras que estão recuperando
o que perderam em anos anteriores”, disse Lucchi.
Entre os principais pontos de alerta para os
custos do próximo ano, o superintendente técnico da CNA elencou a quebra na
produção de milho no Sul do país este ano e o atraso no plantio da safrinha, o
que pode se refletir num cenário de oferta mais ajustada do cereal e custos
ainda maiores para os produtores de proteína animal, sobretudo aqueles que
dependem do mercado interno. “Em que que pese termos produção e exportação
melhores, teremos um custo de produção muito maior”, acrescentou.
A CNA destacou que os segmentos de café e
laranja devem ter queda na produção em decorrência da bienalidade negativa das
lavouras. Além disso, a entidade também previu redução na área plantada de
algodão, da ordem de 8%. Ainda assim, a previsão é de uma safra de grãos de 268
milhões de toneladas no ciclo 2020/2021, uma alta de 4,3% sobre a temporada
anterior.
“A situação do produtor realmente é peculiar.
Algumas cadeias podem ter uma garantia melhor na próxima safra em função de ter
travas em custos e receitas, outras estão mais expostas, e essas que estão mais
expostas, mesmo que o preço aumento, os custos aumentam muito mais”, observou o
representante da CNA.
Com informações da revista Globo Rural
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