Foto reprodução internet
Da Redação
Prof. Taciano Medrado
O paraquedista Cristiano Cerqueira
Chiacchio, 44 anos, morreu depois de um salto na tarde da última sexta-feira
(28), em Imbassaí, balneário no Litoral Norte. Antes do acidente, Chiacchio
filmava o pouso de outros colegas.
Embora somente a perícia possa
identificar com precisão as circunstâncias que provocaram a morte,
testemunhas que estavam próximas ao local do acidente afirmaram que o
paraquedista teria realizado uma manobra muito baixa e bem perto
do solo. O prazo para liberação do laudo pela Polícia Técnica pode demorar
até 30 dias.
De acordo com o instrutor de
paraquedismo Júlio Marques, da escola Skydive Salvador Itaparica, manobras
baixas são aquelas onde o indivíduo deixa para abrir o equipamento perto do
solo. “Dependendo do tamanho do paraquedas e da velocidade, o profissional
precisará de mais ou menos altura para aterrissar em segurança”, disse Marques,
ao CORREIO.
Ele lembra que, em saltos duplos,
onde os paraquedas são maiores e a velocidade é menor, a altura média de um
coqueiro é suficiente para o pouso. “No entanto, em outros saltos individuais,
com mais velocidade, seria necessário três vezes essa altura para um pouso
seguro”, explicou.
Marques afirmou que, durante
anos, a curva baixa para pouso foi responsável por 95% dos casos fatais de
saltos com paraquedas, mas após diversas campanhas de prevenção esse
número caiu. “Atualmente, são realizados no Brasil cerca de 100 mil saltos de
paraquedas por ano e, para cada 30 mil saltos, ocorre um acidente fatal. Nos
Estados Unidos, para 40 mil saltos é registrada uma fatalidade”,
completou.
A polícia investiga ainda se houve
falha na abertura do equipamento ou se o paraquedista teria colidido com um
banco de areia no momento da aterrissagem. As pessoas que estavam no
local acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e um
helicóptero do Grupamento Aéreo (Graer) da Polícia Militar para auxiliar no
resgate, mas Cristiano Chiacchio não resistiu.
Conhecido como instrutor de paraquedismo
experiente, Chiacchio era casado e deixa quatro filhos. O sepultamento foi
realizado na tarde de sábado (29), no Cemitério Bosque da Paz, que fica no
bairro de Nova Brasília, em Salvador.
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