POLÍTICOS QUE CONTRATAM FUNCIONÁRIOS PESSOAIS COMO ASSESSORES? SABE DE NADA, INOCENTE...


foto ilustração internet
Da Redação
Prof. Taciano Medrado

A denúncia contra o deputado federal João Carlos Bacelar (PL), que o transformou em réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por peculato, não é algo isolado. Pode não ser este o caso, mas é fato que alguns parlamentares confundem propositalmente o público e o privado quando contratam assessores. Jonga, como é conhecido, foi um caso que veio a público e que pode resultar em algum tipo de condenação. Mas o que falar de figuras como Wal do Açaí, Job Brandão ou até mesmo Fabrício Queiroz?

Wal do Açaí era assessora fantasma, lotada no gabinete de Jair Bolsonaro, e foi identificada pela Folha de S. Paulo como esposa do caseiro da residência de férias de Angra dos Reis do agora presidente da República, Jair Bolsonaro. Quando abordado sobre o tema, Bolsonaro foi evasivo e atacou a imprensa, algo bem cotidiano a partir dali. Porém, mesmo não tendo batido o ponto na Câmara dos Deputados em momento algum, Wal do Açaí recebeu recursos públicos como se tivesse assessorado o então deputado federal.

Job Brandão é menos conhecido no cenário nacional. Entretanto, figurou como personagem secundário na trama envolvendo a família Vieira Lima e o uso de nomeações de assessores para cuidar de funções privadas. Em cargos comissionados desde a época em que Afrísio Vieira Lima ainda era deputado federal, ele fazia as vezes de intermediário em contatos políticos. A investigação que também gerou uma denúncia apontou outro caminho: Job seria o faz tudo da família e ainda devolveria parte dos salários para Geddel e Lúcio, os dois últimos a empregá-lo na Câmara dos Deputados.

Jonga Bacelar virou réu por usar recursos da Câmara dos Deputados para pagar a empregada doméstica e uma funcionária da construtora dele. Caso se confirme o crime, ele deve responder por isso. A torcida é para que o crime não prescreva antes do julgamento efetivo. E, caso seja punido, é importante que o caso sirva de exemplo para tantos outros, em qualquer nível do meio político brasileiro. Se bem que, tirando pelas operações de esquecimento de outros casos com provas vastas e nenhuma condenação, parece isso nunca aconteceu, não é mesmo? Sabe de nada, inocente...

Fonte : Este texto integra o comentário desta quarta-feira (12) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Irecê Líder FM, Clube FM, RB FM, Valença FM e Alternativa FM Nazaré.

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