Foto reprodução internet
Da Redação
Prof. Taciano Medrado
A Organização Mundial da Saúde
declarou o surto de coronavírus como um caso de emergência global de saúde
pública, em coletiva de imprensa concedida na tarde desta quinta-feira, 30. Foi
uma decisão "quase unânime", nas palavras do presidente do comitê de
emergência, Didier Houssin. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom
Ghebreyesus, confirmou casos de transmissão da doença por contato humano na
Alemanha, no Japão, no Vietnã e nos Estados Unidos.
Para Houssin, a declaração de
emergência de saúde pública deve facilitar o papel de liderança da OMS no
combate ao coronavírus. Os líderes da entidade ressaltaram, na coletiva, que
quase 99% dos casos reportados estão na China, e que o número de casos de
coronavírus no restante do mundo tem sido "relativamente baixo".
O coronavírus — chamado pela OMS de doença respiratória aguda
2019-nCoV —, cujo epicentro é a cidade chinesa de Wuhan, infectou 7,7 mil
pessoas na China (e cerca de cem em outros 18 países) e deixou 170 mortos até o
momento. No Brasil, são monitorados nove casos considerados suspeitos pelo
Ministério da Saúde.
Um
painel de 16 especialistas da OMS havia considerado prematuro declarar situação
emergencial em sua reunião anterior, em 23 de janeiro. Desta vez, apesar de 99%
dos casos confirmados até agora estarem dentro da China, o diretor-geral da
OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a convocação da reunião se deu
diante do "potencial de maior disseminação global".
A
OMS tradicionalmente reluta em declarar emergências internacionais a não ser
que seja absolutamente necessário, explica a correspondente da BBC em Genebra,
Imogen Foulkes. Mas sucumbiu, diante do aumento expressivo de casos (que
aumentaram de 500 para quase 8 mil em menos de uma semana) e de mortes (que
passaram de 17 para 170).
Embora a OMS tenha elogiado a China em seus
esforços para combater o coronavírus — Ghebreyesus afirmou que a declaração
"não significa que não temos confiança na capacidade da China" —, a
agência considera preocupante que o vírus, que começou passando de animais para
humanos, está avançando com rapidez no mundo e, segundo evidências recentes,
pode ser transmitido entre humanos antes mesmo que o transmissor apresente
sintomas da doença.
Fonte: bbc.com
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