Foto reprodução Internet
De Redação
Prof. Taciano Medrado
O que pode ocorrer com o
ex-presidente presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) depois de o Supremo
Tribunal Federal (STF) decidir que a prisão de uma pessoa só poderá ocorrer com
o esgotamento de recursos na Justiça?
1. AFINAL, LULA VAI SER
SOLTO?
A decisão do Supremo
Tribunal Federal (STF), que barrou a prisão após condenação em segunda
instância, não derruba, de maneira automática, todas as prisões no país,
observou o presidente do STF, ministro Dias Toffoli.
Cabe a cada juiz analisar o
tema, caso a caso, réu por réu. Ainda assim, a aposta dentro do STF é a de que
é o petista deve, sim, ser solto, de acordo com o Estadão.
2. LULA PODE VOLTAR PARA A
PRISÃO ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO?
O julgamento do STF não
impede que juízes decretem prisões preventivas em casos excepcionais, a exemplo
de ameaça à ordem pública ou ao aprofundamento das investigações. Portanto,
Lula poderia voltar à cadeia se tiver uma prisão preventiva decretada
3. O EX-PRESIDENTE PODERÁ
SER CANDIDATO E FICAR VIAJANDO POR AÍ FAZENDO CAMPANHA?
O Supremo abriu caminho para
a eventual soltura de Lula, no entanto, o ex-presidente segue inelegível,
porque a condenação no caso do triplex do Guarujá ainda estaria válida. Com
isso, atualmente, Lula não teria condições de ter um possível registro de
candidatura aceito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A única mudança é
que o petista poderia, se for solto, aguardar em liberdade uma decisão
definitiva da Justiça.
4. LULA PODE VOLTAR A FICAR
INELEGÍVEL?
A Segunda Turma do STF deve julgar
ainda neste mês a conduta do ex-juiz Sérgio Moro ao na condenação do petista no
caso do tríplex do Guarujá. Se o órgão colegiado derrubar essa condenação, o
caso retorna à primeira instância. Assim, Lula volta a ficar elegível e então
apto a disputar as eleições presidenciais de 2022, ao menos até uma nova
condenação.
5. QUAL OUTRA DECISÃO DO STF
PODERÁ ATINGIR O EX-PRESIDENTE?
O plenário do STF já
entendeu que réus alvos de delações têm o direito de falar por último nas ações
penais em que também há réus delatores. O entendimento pode favorecer o petista
no processo do sítio de Atibaia, no qual o petista pediu prazo diferenciado, no
entanto, teve o pedido negado pela Justiça. Porém a Corte ainda não finalizou
esse julgamento e faltam definir critérios que podem permitir a anulação de
condenações da Lava Jato.
fonte: O Estadão
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