Senado aprova PEC que prevê fim da escala 6x1 e redução da jornada para 40 horas semanais

 

Foto/ Geração I.A

O plenário do Senado Federal aprovou, na noite desta quarta-feira (14), em dois turnos de votação, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 — modelo no qual o trabalhador exerce suas atividades durante seis dias consecutivos e tem direito a um dia de descanso semanal.


A proposta recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada turno, conforme os números apresentados no painel de votação. Dos 81 senadores, 77 tiveram presença registrada em plenário. Para a aprovação de uma PEC, são necessários pelo menos 49 votos favoráveis, o equivalente a três quintos da composição do Senado.


O texto aprovado prevê a adoção da escala 5x2, com dois dias de descanso remunerado por semana, além da redução da jornada máxima de trabalho das atuais 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial.


Como será a transição


De acordo com o texto apresentado, a mudança ocorrerá de forma gradual. Sessenta dias após a promulgação da emenda constitucional, as empresas deverão adotar a escala 5x2 e reduzir a jornada máxima semanal para 42 horas. Após mais 12 meses, o limite deverá passar para 40 horas semanais.


A proposta representa uma mudança significativa nas regras da jornada de trabalho no Brasil. A última redução geral de destaque ocorreu com a Constituição Federal de 1988, que estabeleceu o limite de 44 horas semanais, em substituição às 48 horas previstas anteriormente.


Mais descanso e convívio familiar


Os defensores da mudança argumentam que a redução da jornada e a ampliação do descanso semanal podem melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, favorecer o convívio familiar e ampliar o tempo disponível para lazer, estudos e outras atividades pessoais.


A implementação das novas regras, por outro lado, também levanta discussões sobre os custos para as empresas, a organização das escalas e os possíveis impactos sobre a produtividade e a geração de empregos, especialmente em setores que funcionam continuamente.


Importante: a aprovação no Senado não significa, por si só, que as novas regras já estejam em vigor. A aplicação dos prazos e das mudanças depende da tramitação legislativa e da eventual promulgação da emenda constitucional, conforme o estágio em que se encontra a proposta.


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