Os indispensáveis




Por Percival Puggina*

A democracia brasileira emerge ou naufraga nas urnas de outubro. Se naufragar, eu sei que não verei o fim dos obscuros tempos de corrupção, injustiça, blindagens e doses ainda maiores das quatro patas das tiranias: silêncio, sigilos, censuras e sanções. Você já observou que, nas tiranias, só o aparelho da tirania prospera? Se esse pior acontecer, prepare-se para tempos em que a indigência produzida será o argumento para manutenção do regime. Servirá ao nosso cotidiano, em doses crescentes, o uivo-riso das hienas.

É, portanto, cumprindo dever cívico, que encaminho estas linhas a meus queridos leitores, mais numerosos do que mereço, e aos quais, carinhosamente, chamo de “gente boa”. Por isso, começo colocando-os no topo da lista dos indispensáveis aos quais se refere este artigo. Os bons representantes políticos, tão necessários à nação, estão na razão direta dos bons brasileiros que a eles, com justo discernimento, confiam seus votos.

Este não é um momento para a omissão. Unanimemente queremos esse governo batendo em retirada para maior asseio da política nacional, preservação do interesse público e dos recursos públicos, da liberdade e do regime democrático. Por isso, o maior desejo do marqueteiro de Luiz Inácio é que os eleitores descontentes com ele fiquem em casa, movidos por nojo da política e … preservando a nojeira no seu estado mais impuro. Já o fizeram em 2022. Quantas vezes naquele ano ouvi de autonomeados intelectuais que não podiam votar no Jair porque um intelectual não poderia pedir votos a alguém tosco como ele! A estes, eu dizia: “Entendo-te. Só votas em alguém tão bom quanto tu, sem perceber quanta vaidade e egoísmo se refletem em tua atitude”. Quanto pesou sobre a nação, nos últimos quatro anos, esse desastroso narcisismo! No viés oposto, o eleitor da esquerda amanheceu na fila porque ele vota. A cabresto, mas vota. E ali estará de novo no dia 4.

Eleitores conscientes, realistas, precisam saber que devem estar atentos e não cometer o grave pecado da omissão, nem a incompetência de jogar bom trigo fora, junto com o joio subserviente e inútil. Muitos dos atuais congressistas, combativos, corajosos, essenciais à oposição brasileira, estão sendo atacados, nestes dias, de modo vil e rasteiro, por uma base multiforme de proteção do governo e de quem quer permanecer sob o benefício da inaceitável blindagem. Por isso, exatamente por isso, são imprescindíveis para o ano que vem e para compor a base parlamentar de um provável futuro governo de Flávio Bolsonaro.

Recomendo, então, consulta ao site “Placar do Congresso” (aqui), que monitora os votos dados pelos deputados federais e pelos senadores. Assim, por exemplo, na lista que contém os nomes de todos os deputados federais, procure pelos de seu Estado e descarte a imensa maioria dos que têm menos de 90% de votos dados à oposição. Em relação ao Senado, onde há muitos e bons candidatos novos, aconselho consultar os que são formalmente apoiados por Flávio Bolsonaro (aqui). São dois votos para eleger dois senadores por Estado. Nova chance para uma ampla renovação só em 2034…

Relaciono, por fim, como sugestão pessoal, os candidatos nos quais votarei aqui no Rio Grande do Sul e acrescento outros que conheço pessoalmente e nos quais também poderia votar se mais votos tivesse a dar):

Presidente – votarei em Flávio Bolsonaro (22)

Governador do RS – votarei em Luciano Zucco (22)

Senado Federal – votarei em Marcel Van Hattem (300) e Ubiratan Sanderson (222)

Deputado Federal – votarei em Felipe Camozzato (3030) e também poderia votar em Fernanda Barth (2210), Osmar Terra (2215), Maurício Marcon (2277), Felipe Pedrí (2228), Jesse Sangalli (2230), Tiago Albrecht (3026), entre outros.

Deputado Estadual – votarei em Ramiro Rosário (30000) e também poderia votar, entre outros, em Giuseppe Riesgo (30500), Guilherme Pasin (11333), Marcus Vinícius (11211), Samila Monteiro (30222), Comandante Nádia (22190), Professor Claudio Branchieri (22777), Rodrigo Cassol Lima (22321), e Matheus Ayres (11500).

(*) Arquiteto, empresário, escritor, titular do site Liberais e Conservadores, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras. Escreve, semanalmente, artigos para vários jornais do Rio Grande do Sul, entre eles Zero Hora, além de escrever o seu próprio blog e em outros websites de expressão nacional, a exemplo do Mídia Sem Máscara, Diário do Poder, Tribuna da Internet. Sua coluna é reproduzida por mais de uma centena de jornais.

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