A final da Libertadores deste ano terá gosto de revanche para o Palmeiras. O Estudiantes, que eliminou o Flamengo na noite dessa quinta-feira (22), conquistou o primeiro de seus quatro títulos continentais em 1968, justamente contra o Verdão, que estreava em decisões continentais. No próximo dia 28 de novembro, a equipe paulista terá chance de buscar o tetra da América contra o algoz de 58 anos atrás.
O
palco será o mesmo de 1968, mas que também foi o da conquista do bi: o
Centenário, em Montevidéu. Em 2021, o Palmeiras levantou a taça na capital uruguaia
ao superar o Flamengo por 2 a 1, em partida marcada pelo erro do volante
Andreas Pereira - hoje no próprio Alviverde - que resultou no gol do atacante
Deyverson, que assegurou o título.
A
expectativa, aliás, era pelo repeteco daquela decisão. Seria inédito que os
mesmos times se encontrassem pela terceira vez em uma final de Libertadores. Em
2025, os dois rivais disputaram a taça mais importante do continente no Estádio
Monumental de Lima (Peru). O Rubro-Negro ganhou por 1 a 0, gol do zagueiro
Danilo, na revanche de 2021.
O
Flamengo, porém, não fez a parte que lhe cabia e decepcionou os cerca de 70 mil
torcedores que tomaram o Maracanã na expectativa pela sexta final de
Libertadores do clube - seria a quarta em oito anos. No tempo normal,
mesmo com um homem a mais durante quase todo o segundo tempo, o time não saiu
do zero com o Estudiantes, repetindo o placar do jogo de ida, no Estádio Jorge
Luís Hirschi, em La Plata.
Mas o
pior viria na disputa de pênaltis, que terminou com vitória do Estudiantes por
3 a 2. Marcado por falhas na última Copa do Mundo, o goleiro uruguaio Fernando
Muslera defendeu as cobranças do volante Jorginho (batedor oficial do time
carioca), do meia Lucas Paquetá (custou R$ 315 milhões aos cofres rubro-negros,
sendo a contratação mais cara da história do clube) e do atacante Bruno
Henrique.
Na
última quarta-feira (21), o Palmeiras avançou à oitava decisão de Libertadores
ao eliminar o Fluminense. O Verdão perdeu por 1 a 0 no Nubank Parque, gol do
volante Hércules, e também dependeu dos pênaltis, mas se deu melhor e ganhou
por 5 a 3. O goleiro Carlos Miguel salvou a cobrança do meia Nonato e foi o
herói alviverde. Uma semana antes, no Maracanã, o time paulista havia ganhado
por 2 a
Topo
da América
O
Brasil está presente, de forma ininterrupta, em finais de Libertadores desde
2019. De lá para cá, esta será apenas a terceira vez, em oito edições, que a
decisão não é 100% brasileira. No primeiro ano da estatística, o Flamengo
levantou a taça contra o River Plate. Em 2023, o Fluminense conquistou o título
diante de outro argentino, o Boca Juniors.
A
final deste ano isolará Brasil ou Argentina como país com mais títulos
da Libertadores. Os dois acumulam 25 conquistas, sendo que o futebol
brasileiro nunca ocupou sozinho o topo do ranking.
Em 1963,
o bi do Santos levou o Brasil à liderança com as mesmas duas conquistas do
Uruguai - ambas do Peñarol. Dois anos depois, a dupla teve a companhia da
Argentina, com as taças em sequência levantadas pelo Independiente.
O tri do
Peñarol, em 1965, significou a retomada da liderança pelo Uruguai. Os
argentinos se igualaram aos vizinhos em 1967, após o título do Racing, e se
isolaram no ano seguinte graças ao Estudiantes. Em 2025, por fim, o Brasil
voltou a dividir o topo da estatística após 60 anos.
Agência Brasil
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