Caso Flávio Bolsonaro seja eleito, poderá indicar quatro ministros para o STF durante seu mandato de 2027 a 2030; confira!

Aposentadorias compulsórias e uma vaga já aberta podem levar o próximo presidente a indicar até quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal

Foto montagem TMNews do Vale

Da redação*


O próximo presidente da República poderá ter uma influência significativa sobre a composição do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o mandato de 2027 a 2030.


Isso porque três ministros da Corte — Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes — atingirão a idade-limite de 75 anos durante o próximo mandato presidencial, o que provocará suas aposentadorias compulsórias.


Além dessas três vagas previstas, existe atualmente uma cadeira aberta no Supremo em razão da aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, ocorrida em outubro de 2025.


Dessa forma, caso a vaga de Barroso permaneça sem preenchimento até o início do próximo governo, o presidente eleito poderá chegar a quatro indicações para o STF ao longo do mandato.


As indicações presidenciais, entretanto, não são automáticas. Os nomes escolhidos pelo chefe do Executivo precisam ser submetidos à sabatina e à aprovação do Senado Federal, conforme determina a Constituição.


Confira o calendário das três aposentadorias previstas


Luiz Fux — abril de 2028


A primeira aposentadoria compulsória prevista será a do ministro Luiz Fux, que completará 75 anos em 26 de abril de 2028.


Fux integra o STF desde 2011, quando foi indicado pela então presidente Dilma Rousseff. Antes de chegar à Corte, atuou como juiz, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).


Cármen Lúcia — abril de 2029


Um ano depois, em 19 de abril de 2029, será a vez da ministra Cármen Lúcia atingir a idade-limite para permanecer no Supremo.


Cármen Lúcia foi indicada ao STF pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006. Antes de assumir a cadeira na Corte, atuava como procuradora do Estado de Minas Gerais.


Gilmar Mendes — dezembro de 2030


A terceira aposentadoria compulsória prevista ocorrerá em 30 de dezembro de 2030, quando o ministro Gilmar Mendes completará 75 anos.


Decano do STF, Gilmar Mendes integra a Corte desde 2002, após indicação do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Antes de chegar ao Supremo, chefiou a Advocacia-Geral da União (AGU).

 

BÔNUS: uma vaga já está aberta no STF

 

Além das três aposentadorias previstas, o Supremo possui uma vaga aberta desde a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025.


Para ocupar a cadeira, o presidente Lula indicou o então advogado-geral da União, Jorge Messias. A indicação, porém, foi rejeitada pelo Senado Federal em 29 de abril de 2026, por 42 votos a 34, com uma abstenção.


Com a rejeição, a vaga permaneceu aberta. Caso não seja preenchida até o final de 2026, ela poderá se somar às três aposentadorias compulsórias previstas para o período de 2028 a 2030.


Assim, o presidente que assumir o Palácio do Planalto em 2027 poderá ter até quatro oportunidades de indicar ministros para o STF ao longo do mandato, desde que a vaga atualmente aberta continue sem preenchimento.


As escolhas, em todos os casos, dependerão da aprovação do Senado Federal.


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