Resposta
dada aos Lulopetista pelos ataques ao professor Taciano Medrado
Por
Taciano Medrado*
Olá,
caríssimos leitores!
Sabe
aquele “suposto amigo” de longas décadas que sempre o elogiava, dizia que você
era uma das pessoas mais inteligentes que conhecia e demonstrava admiração pela
sua coragem, personalidade e determinação? Pois é! Às vezes, basta uma eleição
presidencial para que a máscara da falsidade caia por terra.
É
suficiente você manifestar sua posição política contrária ao lulopetismo para
que os elogios de outrora se transformem em agressões verbais, ofensas e
questionamentos carregados de intolerância. De repente, aquele amigo que tanto
exaltava sua inteligência passa a colocá-la em dúvida simplesmente porque você
não compartilha da mesma ideologia política.
“Como
pode você, um cara inteligente, votar em um Bolsonaro? Como pode apoiar a
direita e ser contra Lula?”
E, pum!
Uma amizade de mais de quatro décadas vai pelo ralo. Anos de convivência,
histórias compartilhadas, respeito e consideração parecem perder todo o valor
diante de uma divergência política.
O mais
contraditório nessa história é que esses supostos amigos, tão dispostos a
romper laços e distribuir ofensas em nome de suas convicções políticas,
provavelmente jamais serão reconhecidos pessoalmente pelo próprio líder
político que defendem com tanto fervor. O chamado “Nine”, apelido pejorativo
utilizado por críticos de Lula do PT, sequer sabe que muitos
deles existem.
Afinal,
que tipo de amizade é essa que não resiste a uma divergência nas urnas?
A
democracia pressupõe pluralidade de ideias, liberdade de escolha e respeito às
diferenças. Ninguém é obrigado a concordar com o pensamento político do outro,
mas o respeito deveria ser inegociável. Votar em um candidato de direita não
torna ninguém menos inteligente, assim como apoiar um candidato de esquerda não
transforma automaticamente alguém em ignorante. O que revela a verdadeira
dimensão de uma pessoa é sua capacidade de conviver com quem pensa diferente.
O
problema começa quando a admiração pessoal fica condicionada à concordância
ideológica, quando o diálogo dá lugar à hostilidade e quando a amizade passa a
ser tratada como um instrumento de militância partidária.
É nesse
momento que a política deixa de ser apenas uma escolha eleitoral e passa a
funcionar como um filtro para selecionar quem merece ou não a nossa
consideração e amizade.
No fim
das contas, talvez a eleição não tenha destruído a amizade. Talvez apenas tenha
revelado fragilidades que estavam escondidas sob anos de elogios e aparente
consideração.
Porque
uma amizade verdadeira não exige que duas pessoas votem no mesmo candidato, mas
que saibam respeitar o direito de cada uma fazer suas próprias escolhas?
Essa
pergunta deve ser feita a um Lulopetista, afinal eles pregam tanto a democracia
e a liberdade de expressam, mas quando é do interesse deles, quando divergimos
jogam tudo na lata do lixo.
E você,
caro leitor, já perdeu uma amizade de longa data por causa de divergências
políticas?
Pense
nisso!
(*) Professor, analista político e redator- chefe do TMNews do Vale
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