Da redação*
A quarta-feira (9) será um dia importante para a Seleção Brasileira. A partir das 15h (horário de Brasília), Carlo Ancelotti fará sua primeira convocação depois do fracasso na Copa do Mundo de 2026, competição na qual o Brasil voltou a decepcionar e acabou eliminado precocemente pela Noruega, nas oitavas de final.
O treinador italiano anunciará os 26 jogadores que participarão dos três amistosos da próxima Data Fifa, contra Austrália e Índia. Mais do que uma simples lista de convocados, porém, o anúncio representará o primeiro retrato da Seleção que Ancelotti pretende construir para o ciclo da Copa do Mundo de 2030.
E a pergunta que paira no ar é inevitável: quem continuará tendo espaço na Seleção depois do vexame de 2026?
Ancelotti chega a esta convocação sob forte expectativa. Contratado justamente para devolver organização, competitividade e protagonismo ao futebol brasileiro, o italiano ainda não conseguiu entregar o resultado esperado no Mundial.
A eliminação diante da Noruega, com Erling Haaland como um dos protagonistas, expôs novamente problemas que há anos perseguem a Seleção: falta de regularidade, dificuldade para transformar talento individual em força coletiva e uma preocupante incapacidade de competir nos momentos decisivos.
UMA NOVA SELEÇÃO OU MAIS DO MESMO?
Agora começa a reconstrução.
Ancelotti passou a última semana na Europa acompanhando partidas e observando jogadores brasileiros que atuam principalmente nos campeonatos francês e inglês. A expectativa é que a nova convocação apresente algumas mudanças e possa abrir espaço para atletas que não tiveram oportunidade suficiente no ciclo anterior.
Mas renovar não significa simplesmente trocar nomes.
O treinador terá de encontrar uma identidade para a Seleção e, principalmente, formar uma equipe capaz de competir de igual para igual contra as principais potências do futebol mundial.
O torcedor brasileiro já está cansado de ouvir promessas de reconstrução a cada eliminação. O Brasil precisa voltar a jogar futebol de verdade — e não apenas viver da fama de sua camisa.
TRÊS TESTES INTERNACIONAIS
A Seleção enfrentará a Austrália duas vezes em território australiano.
O primeiro duelo será no dia 25 de setembro, às 7h (horário de Brasília), no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville.
No dia 29 de setembro, Brasil e Austrália voltam a se enfrentar, no estádio Suncorp, em Brisbane, novamente às 7h.
O terceiro compromisso será contra a Índia, no dia 3 de outubro, às 11h, no estádio Salt Lake, em Calcutá.
Serão adversários que, em tese, oferecem ao Brasil a oportunidade de testar novas peças e dar minutos a jogadores que poderão fazer parte do futuro da Seleção.
A COBRANÇA COMEÇA AGORA
A Copa de 2030 ainda está distante, mas o trabalho precisa começar imediatamente.
A Seleção Brasileira não pode chegar ao próximo Mundial repetindo os mesmos erros. O futebol brasileiro continua produzindo jogadores talentosos, mas isso, sozinho, já não é suficiente.
Ancelotti terá quatro anos para montar uma equipe competitiva. E a primeira convocação depois do fiasco de 2026 será observada com lupa.
Não basta convocar os melhores jogadores. É preciso formar o melhor time.
O torcedor brasileiro espera — e exige — que a era pós-2026 seja realmente de reconstrução. Caso contrário, a Seleção correrá o risco de transformar mais uma Copa do Mundo em um capítulo de frustração.
A bola está com Ancelotti. Agora é hora de mostrar se o italiano será capaz de reconstruir a Seleção ou se 2026 terá sido apenas mais um fracasso anunciado.
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