JUAZEIRO – Mãe e filho são presos acusados de praticar crimes financeiros contra pessoas em situação de vulnerabilidade


Foto ilustrativa criada pela equipe do TMNews do Vale com auxílio da ferramenta de geração de imagens da I.

Da redação*

A Polícia Civil da Bahia prendeu, nesta sexta-feira (25), uma mulher de 57 anos e o filho dela, de 32, durante uma operação realizada no bairro Malhada da Areia, em Juazeiro, no norte da Bahia. Os dois são investigados por suposta prática de crimes patrimoniais e financeiros contra pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, especialmente aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais.

A ação foi realizada pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Juazeiro (DRFR), com apoio do GATTI-Norte, após investigação iniciada a partir de uma denúncia anônima.
Cartões bancários e mais de 300 promissórias são apreendidos

Segundo as informações divulgadas sobre a operação, a dupla atuaria na concessão de empréstimos informais, prática conhecida popularmente como agiotagem. Durante as investigações, os suspeitos teriam passado a reter cartões bancários, previdenciários e de benefícios sociais pertencentes às vítimas, além de documentos pessoais e senhas.

Ainda conforme a investigação, os valores emprestados seriam cobrados com juros considerados abusivos, enquanto os suspeitos teriam realizado saques diretamente das contas das pessoas envolvidas.

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um imóvel localizado na Rua Arco-Íris, os policiais encontraram centenas de cartões bancários em nome de terceiros, além de mais de 300 notas promissórias.

De acordo com as informações da operação, o valor total registrado nas promissórias ultrapassa R$ 300 mil.
Investigação

As prisões e os mandados de busca e apreensão foram autorizados pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Juazeiro, no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Civil.

O material apreendido deverá ser analisado pelos investigadores e poderá contribuir para identificar outras possíveis vítimas, dimensionar os valores movimentados e esclarecer a extensão das atividades atribuídas aos suspeitos.

A Polícia Civil segue com as investigações para apurar as circunstâncias dos fatos e eventual participação de outras pessoas.

Importante: os dois presos são tratados como investigados/acusados nesta fase da apuração e têm direito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.

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