Quem não respeita o meio ambiente não pode cobrar respeito do eleitor
Foto criada pela equipe do TMNews do Vale com auxílio da ferramenta de geração de imagens da I.A
Da redação*
Chega de discurso bonito, fotografia ao lado de árvore, promessa de sustentabilidade e palavras vazias durante a campanha eleitoral.
Meio ambiente não é palanque. Não é slogan. Não é peça de marketing eleitoral.
É patrimônio de todos nós.
E é justamente por isso que o eleitor precisa ficar atento à conduta daqueles que aparecem de quatro em quatro anos pedindo o seu voto, mas que, na prática, demonstram pouco ou nenhum respeito pelas regras destinadas a proteger o meio ambiente.
Candidato que polui, degrada, incentiva ou tolera agressões ambientais precisa ser questionado.
E o eleitor tem uma ferramenta poderosa para deixar claro que não aceita esse tipo de comportamento: o voto.
Não estamos falando de esquerda ou direita. Não estamos falando de partido A ou partido B. Estamos falando de uma questão que deveria estar acima das disputas ideológicas: respeito à lei, à natureza e ao patrimônio que pertence a todos.
Quem pretende administrar uma cidade, um estado ou representar a população no Legislativo precisa entender que o meio ambiente não termina na porta de sua casa, de sua empresa ou de seu gabinete.
O lixo jogado irregularmente nas ruas vai parar em algum lugar.
O esgoto lançado sem tratamento contamina rios e solo.
A destruição de áreas verdes cobra seu preço.
A ocupação irresponsável de áreas de risco aumenta os problemas urbanos.
A poluição dos cursos d'água compromete o abastecimento, a agricultura, a pesca e a qualidade de vida.
E, no Vale do São Francisco, existe uma responsabilidade ainda maior: cuidar do nosso rio.
O São Francisco não é apenas uma paisagem bonita para fotografia de campanha. É fonte de vida, produção, emprego, renda, turismo, agricultura e identidade para toda a região.
Por isso, o eleitor precisa olhar além do discurso.
O que esse candidato já fez pelo meio ambiente?
Como trata as leis ambientais?
Respeita as regras de descarte de resíduos?
Defende saneamento básico?
Combate a poluição dos rios e córregos?
Tem propostas concretas ou apenas frases prontas?
Essas perguntas precisam fazer parte da avaliação de qualquer candidato.
E há ainda outro detalhe que não pode passar despercebido: a própria campanha eleitoral.
Não faz sentido alguém pedir votos prometendo uma cidade limpa e sustentável enquanto sua campanha transforma ruas, calçadas e espaços públicos em depósitos de propaganda eleitoral.
É uma contradição difícil de explicar.
Como alguém pode prometer cuidar da cidade enquanto contribui para sujá-la?
O eleitor não deve aceitar esse tipo de incoerência como algo normal.
Fiscalizar, cobrar e denunciar irregularidades também fazem parte da cidadania.
A democracia não termina quando o eleitor sai da cabine de votação. Pelo contrário: é depois da eleição que começa a verdadeira fiscalização do mandato.
Por isso, o TMNews do Vale deixa neste sábado uma reflexão direta:
DIGA NÃO!
Não à poluição.
Não à degradação ambiental.
Não ao descarte irresponsável de material de campanha.
Não ao desrespeito às leis ambientais.
Não ao discurso ambientalista de ocasião.
Não à velha prática de prometer uma coisa durante a campanha e fazer outra depois de eleito.
O eleitor é livre para escolher quem quiser.
Mas liberdade de escolha também significa responsabilidade pela escolha.
Antes de votar, conheça o candidato. Pesquise seu histórico. Leia suas propostas. Observe suas atitudes. E, principalmente, não permita que discursos emocionais substituam fatos e compromissos concretos.
Porque preservar o meio ambiente não é favor.
É dever. É responsabilidade. É respeito à lei. É respeito à vida.
E quem pretende receber um mandato público precisa entender uma coisa muito simples:
O MEIO AMBIENTE NÃO VOTA. MAS O ELEITOR VOTA, E PODE DIZER NÃO!
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