O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, bloqueou o ministro Gilmar Mendes após uma troca de mensagens durante o julgamento que tratava do afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A informação foi divulgada nesta terça-feira (15) pela coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles.
Segundo a publicação, Gilmar enviou mensagens a Nunes Marques durante o julgamento e cobrou que os envolvidos “abrissem as contas” antes de participar da análise do caso. Nunes Marques respondeu pedindo respeito e afirmou não ter nada a esconder.
A conversa ficou ainda mais tensa quando Gilmar disse: “Você tem de sair do TSE também”. Nunes Marques afirmou que não dialogaria com quem não o respeitasse e, posteriormente, bloqueou o contato do colega.
De acordo com pessoas próximas ao presidente do TSE ouvidas pela coluna, o bloqueio teria ocorrido há oito dias. A última mensagem enviada por Gilmar, segundo esses relatos, sequer teria sido lida.
O episódio revela um nível incomum de tensão entre dois ministros que ocupam posições centrais no Judiciário brasileiro. E deixa uma pergunta inevitável: quando divergências pessoais chegam ao ponto de interromper até o diálogo entre integrantes das Cortes, o que isso diz sobre o ambiente institucional?
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