A atual situação das ararinhas-azuis

Aves permanecem em quarentena no Cemafauna, em Petrolina, após operação sanitária que retirou 69 exemplares de criadouro em Curaçá


Da redação*

Chega a redação do TMNews do Vale que ocorrerá  transferência de 69 Ararinhas Azuis para o Zoológico de São Paulo. O assunto foi tratado durante o XI Congresso Internacional de Papagaios realizado na Espanha. As Ararinhas Azuis não estão no Criadouro em Curaçá, foram transferidas para Petrolina.

O Congresso aconteceu entre os dias 14 e 17 de setembro de 2026 em Tenerife, Espanha, reunindo especialistas globais, criadores e pesquisadores de psitacídeos.

A situação das ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) continua sendo acompanhada de perto pelas autoridades ambientais e equipes especializadas, em razão da emergência sanitária provocada pelo circovírus, doença que afeta aves da família dos psitacídeos.

Em 27 de maio de 2026, uma força-tarefa coordenada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com apoio da Polícia Federal, do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) e do Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna), realizou a transferência de 69 ararinhas-azuis e duas araras-maracanãs que haviam testado negativo para o circovírus de um criadouro localizado em Curaçá, no norte da Bahia, para o Cemafauna, ligado à Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina. A operação teve respaldo de decisão da Justiça Federal.

A medida foi adotada depois da confirmação de aves infectadas pelo circovírus no criadouro. Das 103 ararinhas-azuis existentes no local à época da operação, 34 apresentaram resultado positivo, enquanto as 69 transferidas apresentaram resultado negativo nos exames realizados.
Permanência em Petrolina

De acordo com a atualização mais recente divulgada pelo ICMBio, em setembro de 2026, as 69 ararinhas-azuis permanecem no Cemafauna, em Petrolina, submetidas a quarentena, acompanhamento técnico e veterinário e novos ciclos de testagem.

O órgão destaca que a separação entre as aves que apresentaram resultado negativo e aquelas infectadas constitui uma medida de biossegurança para reduzir o risco de disseminação do vírus e preservar a saúde dos animais.

A permanência das aves em Petrolina ocorre por tempo indeterminado, enquanto são realizados os procedimentos sanitários necessários e avaliadas as condições para futuras decisões relacionadas ao manejo e à conservação da espécie.

O papel do Zoológico de São Paulo

Outro centro importante para a conservação da ararinha-azul é o Zoológico de São Paulo, que conta com estrutura específica voltada à espécie e participa de iniciativas de reprodução sob cuidados humanos.

A definição sobre eventual transferência de exemplares para outras instituições, entretanto, depende de critérios técnicos e sanitários, além das decisões das autoridades responsáveis pelo plano de conservação da espécie.
O futuro das aves

A situação das 69 ararinhas-azuis ainda está diretamente ligada aos resultados dos próximos exames e à evolução da emergência sanitária provocada pelo circovírus.

O objetivo central é preservar as aves que permanecem livres do vírus e evitar uma nova disseminação da doença. Qualquer decisão sobre transferência, reprodução ou eventual participação futura em programas de reintrodução na natureza dependerá das avaliações técnicas, sanitárias e das determinações legais aplicáveis.

A ararinha-azul é uma espécie endêmica da Caatinga brasileira e considerada uma das aves mais raras do mundo. A espécie foi considerada extinta na natureza no ano 2000 e, desde então, programas de conservação vêm trabalhando para ampliar sua população e criar condições para sua reintrodução em seu habitat natural.

No momento, portanto, as 69 ararinhas-azuis que estão em Petrolina permanecem sob cuidados especializados no Cemafauna, enquanto as autoridades ambientais mantêm o monitoramento sanitário e avaliam os próximos passos para a conservação da espécie.

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