A contradição também aparece no tratamento á imprensa
Foto criada pela equipe do TMNews do Vale com auxílio da ferramenta de geração de imagens da I.A
Da redação*
A dicotomia entre discurso e prática também ficou evidente na recente sabatina de Lula na TV Globo. Durante a entrevista realizada na quinta-feira (27), a jornalista Renata Vasconcellos questionou o presidente sobre a trajetória da dívida pública e a situação das contas do governo. Em vez de simplesmente responder ao questionamento, Lula reagiu de forma irônica, contestou a formulação da pergunta e sugeriu, na prática, que a jornalista deveria estar mais bem preparada. O episódio gerou forte repercussão nas redes sociais e foi classificado por críticos como uma atitude de misoginia e desrespeito à profissional.
A cena merece reflexão justamente porque ocorre em um contexto no qual o próprio presidente costuma apresentar-se como defensor dos direitos das mulheres e do combate à discriminação de gênero. A questão, portanto, não é simplesmente saber se Lula gostou ou não da pergunta de Renata Vasconcellos. Jornalistas existem para perguntar, inclusive aquilo que governantes prefeririam não responder.
O problema está na tentativa de desqualificar a interlocutora quando a pergunta é incômoda.
Se a defesa das mulheres é um princípio, ela precisa valer também quando uma mulher está fazendo uma pergunta difícil a um presidente da República.
Não há problema algum em discordar de um jornalista. O governante tem todo o direito de contestar uma pergunta, apresentar números diferentes ou discordar da premissa de uma reportagem. O que não combina com um discurso permanente de respeito às mulheres é transformar a profissional que questiona em alvo de ironia ou tentar colocá-la na posição de quem precisa ser "ensinada" pelo entrevistado.
E aqui reaparece a velha questão deste editorial: teoria de um lado, prática do outro.
No palanque, a defesa das mulheres é uma bandeira. Diante de uma jornalista que exerce sua profissão e faz uma pergunta incômoda, a postura pode assumir outra feição.
É exatamente nesses momentos que os discursos são colocados à prova.
Porque defender mulheres apenas quando elas concordam com o discurso político não é defesa da mulher. É apenas conveniência política.
(*) TMNews do Vale - a informação que aproxima com credibilidade e sem meias verdades
Não
deixe de curtir nossa página www.profesortacianomedrado.com e no Facebook e também Instagram para
acompanhar mais notícias do TMNews do Vale (Blog do professor TM)
Envie
informações e sugestões para o TMNews do Vale pelo e-mail: tmnewsdovale@gmail.com



Postar um comentário