Infância além da brincadeira: pediatra alerta para cuidados que fazem diferença no desenvolvimento das crianças


O Dia Nacional da Infância, celebrado no Brasil em 24 de agosto, é uma oportunidade para lembrar que cuidar de uma criança vai muito além de garantir alimentação, escola e momentos de diversão. A data, criada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), propõe uma reflexão sobre as condições de vida, a saúde, a educação e os direitos básicos das crianças.

Para a pediatra Camila Arcanjo, do Instituto de Educação Médica (IDOMED), a infância é uma fase decisiva para o desenvolvimento físico, emocional e social. Por isso, o acompanhamento da criança precisa fazer parte da rotina da família desde os primeiros anos de vida. “É durante a infância que construímos grande parte das bases para a vida adulta. Cuidar da saúde da criança não significa apenas procurar o médico quando ela está doente, mas acompanhar seu crescimento e desenvolvimento, manter as vacinas em dia, observar sua alimentação, sono, comportamento e também garantir um ambiente seguro e acolhedor”, explica a pediatra.

Um dos principais cuidados é manter o acompanhamento pediátrico mesmo quando a criança aparenta estar saudável. As consultas de rotina permitem acompanhar peso, altura, desenvolvimento motor, linguagem, visão, audição e outros aspectos importantes para cada faixa etária.

Segundo Camila Arcanjo, esse acompanhamento também possibilita identificar precocemente algumas alterações. “O acompanhamento regular permite que o profissional observe o desenvolvimento de forma mais ampla e oriente a família quando necessário”, afirma.

A rotina da criança também tem papel importante no desenvolvimento. Uma alimentação equilibrada, noites de sono adequadas e oportunidades para brincar e se movimentar são fundamentais para a saúde.

O uso excessivo de telas é outro ponto que merece atenção. Para a pediatra, os responsáveis devem estabelecer limites e priorizar atividades que estimulem a interação, a criatividade e o movimento. “Brincar também é uma forma de a criança aprender. O contato com outras crianças, a convivência familiar, a leitura, a atividade física e as brincadeiras são importantes para o desenvolvimento e não devem ser substituídos pelo excesso de tempo diante das telas”, orienta.

Saúde mental também faz parte da infância

Além dos cuidados físicos, a saúde emocional deve receber atenção. Mudanças persistentes no comportamento, dificuldades de relacionamento, alterações no sono, isolamento ou queda

no desempenho escolar podem indicar que a criança precisa de atenção. A orientação é que os responsáveis estejam atentos e mantenham um diálogo aberto com os filhos, respeitando a idade e a capacidade de compreensão de cada criança.

Para Camila Arcanjo, o Dia Nacional da Infância reforça que garantir uma infância saudável é uma responsabilidade compartilhada entre família, sociedade e poder público. “Falar sobre infância é falar sobre direitos. Toda criança precisa ter acesso à saúde, educação, alimentação adequada, proteção, convivência familiar e oportunidades para se desenvolver de forma segura. Cuidar da criança hoje é também cuidar do adulto que ela vai se tornar”, destaca.

Texto e foto: Ascom edusaúde

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