ELEIÇÕES 2026 — A CONTA CHEGOU, MANÉ!


Foto criada pela equipe do TMNews do Vale com auxílio da ferramenta de geração de imagens da I.A


Taciano Medrado*

No dia 4 de outubro de 2026, primeiro domingo de outubro, milhões de brasileiras e brasileiros terão uma oportunidade que a democracia oferece de tempos em tempos: ficar cara a cara com as consequências das próprias escolhas eleitorais.

Será o momento de olhar para a urna eletrônica e perguntar: o político que recebeu meu voto há quatro anos honrou a confiança que recebeu? Cumpriu as promessas? Defendeu os interesses da população? Trabalhou pelo desenvolvimento do Brasil, do estado e dos municípios? Ou simplesmente utilizou o mandato para alimentar projetos pessoais, partidários ou de poder?

A eleição não deve ser encarada como uma simples disputa de nomes, números e propagandas. É uma prestação de contas. E, em 2026, essa cobrança será ainda mais necessária.

Durante quatro anos, muitos políticos aparecem diante das câmeras, fazem discursos inflamados, prometem mudanças e se apresentam como representantes dos interesses populares. Alguns, porém, desaparecem depois da eleição. Outros mudam de discurso conforme o vento político. Há ainda aqueles que votam de acordo com os interesses de seus grupos, enquanto procuram convencer o eleitor de que estão trabalhando pelo povo.

Mas a memória do eleitor precisa ser maior do que a memória do político.

É preciso lembrar quem esteve ao lado da população nos momentos difíceis, quem apresentou projetos, quem fiscalizou o poder público, quem defendeu a liberdade, quem respeitou as instituições e quem, ao contrário, preferiu o silêncio conveniente ou a submissão política.

A conta chegou, mané!

E ela não será apresentada apenas aos candidatos à Presidência da República. Deputados federais, senadores, governadores e deputados estaduais também terão de prestar contas de seus mandatos.

O eleitor não pode mais votar apenas porque alguém é famoso, porque aparece bem nas redes sociais, porque distribui abraços em época de eleição ou porque pertence a determinado grupo político.

Voto não é gratidão. Voto não é favor. Voto não é moeda de troca.

Voto é instrumento de poder.

É através dele que o cidadão pode premiar quem trabalhou corretamente e retirar do cenário político quem decepcionou, mentiu, se omitiu ou utilizou o mandato contra os interesses da sociedade.

Por isso, a eleição de 2026 precisa ser encarada como um verdadeiro divisor de águas. O Brasil terá diante de si escolhas importantes sobre os rumos da economia, da segurança pública, da educação, da saúde, das liberdades individuais, do equilíbrio entre os Poderes e da própria qualidade da democracia.

Não basta perguntar “quem é o candidato?”. É preciso perguntar:

O que ele fez? O que defendeu? Quem apoiou? Como votou? Quais foram suas posições? Quais resultados apresentou?

E, principalmente: ele merece novamente o meu voto?

A responsabilidade não está apenas nos políticos. Está também no eleitor.

A democracia permite escolher. Mas também exige responsabilidade pelas escolhas.

No dia 4 de outubro, a urna estará pronta. Os candidatos estarão pedindo votos. As promessas voltarão a ocupar os palanques, as redes sociais e os programas eleitorais.

Mas o eleitor precisa fazer diferente.

Antes de apertar o botão CONFIRMA, lembre-se de tudo o que aconteceu nos últimos quatro anos.

Porque, desta vez, não será apenas uma eleição.

Será a hora do julgamento político.

E para quem recebeu o voto e não correspondeu à confiança depositada, fica o recado:

A conta chegou, mané!. E quem paga a conta é o voto do eleitor.

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