Artista plástico Coelhão faz duras críticas a secretaria de cultura da prefeitura de Juazeiro - Falta de transparência

Foto criada pela equipe do TMNews do Vale com auxílio da ferramenta de geração de imagens da I.A

Da redação*

O artista plástico Antônio Carlos de Assis, conhecido como Coelhão, publicou uma carta aberta direcionada aos trabalhadores da cultura de Juazeiro (BA) com fortes críticas à Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (SECULTE). 

No documento divulgado em agosto de 2026, ele cobrou transparência e criticou a condução dos editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) no município. 

Pontos Críticos Levantados por Coelhão

Falta de transparência: Relatou ausência de canais acessíveis para súmulas ou recursos de projetos indeferidos.

Atendimento inadequado: Apontou que a SECULTE o redirecionou para o telefone particular de um contato fora da cidade ao buscar esclarecimentos. 

Critérios de seleção: Questionou exigências confusas de documentação e a seleção de proponentes de fora ou irregulares quanto a prestações de contas anteriores. 

Ações afirmativas: Criticou a falta de bancas oficiais de heteroidentificação ou verificação para cotas em editais públicos locais.

A carta aberta coletiva dos artistas, produtores e trabalhadores da cultura de Juazeiro (BA), divulgada por mídias locais como o Portal Preto no Branco, resume o descontentamento geral da categoria com a condução da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). 

Os profissionais afirmam que o manifesto não é contra os colegas contemplados, mas sim contra as falhas institucionais e burocráticas da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (SECULTE).

As Reivindicações da Classe Artística na Íntegra

Divergência injustificada de notas

Denunciam discrepâncias extremas na avaliação, onde um mesmo projeto recebeu nota 100 de um avaliador e 80 de outro, com pareceres que contradizem os documentos anexados.

Falta de bancas de heteroidentificação

Apontam o descumprimento de regras federais pela ausência de comissões para validar as cotas raciais e ações afirmativas.
Falha nos canais de recurso: 

Reclamam que o sistema oficial não disponibilizou justificativas claras nem prazos acessíveis para a contestação dos indeferimentos.

Burocracia excludente: 

Criticam exigências documentais confusas e a falta de suporte técnico adequado para os proponentes locais da periferia.
Falta de transparência e histórico: 

Cobram a divulgação pública das prestações de contas de projetos aprovados em editais anteriores para evitar favorecimentos.

Apelo por gestão técnica: Exigem que o prefeito Andrei Gonçalves interfira diretamente para garantir uma condução igualitária, técnica e transparente das políticas culturais. 

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