Por Taciano Medrado*
Hoje, eu como milhões de brasileiros sentamos diante de uma tela de TV pra "secar" a seleção argentina, afinal a grande rivalidade entre os dois países quando se fala em futebol é histórica e mais ainda depois da melancólica eliminação da seleção brasileira. E não é que por certo momento quase deu certo? Mas, esquecemos que vestindo a camisa 10, azul celeste, tinha um jogador que parece ser de outro planeta - Lionel Messi.
Quando eu já me preparava para zoar os argentinos, eis que de repente algo estranho começou a acontecer, a atmosfera era outra e o prenuncio de que algo fenomenal estava prestes a acontecer no Merceds-Bens Stadium na cidade de Atlanta, no Estado da Geórgia nos Estados unidos. E aconteceu! como num passe de mágica surge em cena o mais fantástico de todos os jogadores que eu já vi jogar - Messi que deu uma lição, não só a mim, como ao mundo do futebol - nunca comemore antes do apito final do árbitro.
Sempre ouço dizer que ser brasileiro é não desistir nunca! será mesmo? ou melhor seria dizer: sou argentino e não desisto nunca!?
Confesso que invejo a persistência, a luta e a garra dos argentinos, seja em qualquer cenário. Quando o assunto é esportes e em especial o futebol - a grande paixão dos Los Hermanos.
Há uma máxima no futebol que atravessa gerações: enquanto houver tempo no relógio, nunca se deve duvidar da capacidade de reação de uma equipe que acredita em sua própria força. A Argentina voltou a provar isso.
Na partida em que esteve muito perto da eliminação, a seleção argentina transformou a adversidade em combustível. Quando muitos já apontavam o fim da caminhada, os argentinos recorreram àquilo que historicamente se tornou uma de suas maiores marcas: a crença inabalável de que o jogo só termina com o apito final.
Mais do que qualidade técnica, foi a força mental que fez a diferença. Cada dividida foi disputada como se fosse a última, cada ataque carregava a convicção de que a virada era possível. Essa postura não nasce por acaso. É resultado de uma cultura esportiva que valoriza competitividade, personalidade e entrega absoluta dentro de campo.
A garra argentina, muitas vezes confundida apenas com raça, vai além. Ela representa resiliência, confiança e a capacidade de superar momentos de extrema pressão. É justamente esse espírito que frequentemente separa equipes boas de equipes verdadeiramente vencedoras. O futebol oferece lições que extrapolam as quatro linhas. A principal delas é que acreditar faz diferença. Quem desiste antes do tempo dificilmente encontra espaço para escrever grandes histórias. Quem insiste, luta e mantém a confiança pode transformar um cenário improvável em um capítulo memorável.
Independentemente da rivalidade esportiva que envolve a Argentina, é preciso reconhecer quando uma seleção demonstra personalidade para reverter uma situação praticamente perdida. O mérito pertence a um grupo que se recusou a aceitar a derrota como destino.
Na Copa do Mundo, talento é indispensável. Mas, em muitos momentos, é a combinação entre coragem, determinação e confiança que define quem continua sonhando e quem faz as malas para voltar para casa.
(*) Editorial – TMNews do Vale*
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