A derrota da indicação de Jorge Messias para o STF foi creditada a Davi Alcolumbre pelos governistas Foto: Wilton Junior/Estadão
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quinta-feira, 6, que não espera nada do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração ocorreu após ser questionado por jornalistas se aguardava algum gesto do Planalto depois da votação na última semana que rejeitou a indicação do advogado-geral da União Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Eu tenho que esperar alguma coisa? Não tenho que esperar nada”, respondeu Alcolumbre. Na sequência, ele foi questionado se acredita que Lula ainda fará uma nova indicação ao Supremo neste ano. Ele respondeu novamente que não tem que esperar nada.
Na última quarta-feira, 29, Jorge Messias teve seu nome avaliado pelo Senado e foi rejeitado por 42 votos contrários e 34 favoráveis. Eram necessários ao menos 41 votos, dos 81 parlamentares, para a aprovação. Messias foi o primeiro nome rejeitado pelo Senado para a Corte em 132 anos. A formalização da indicação ocorreu em abril deste ano, mais de quatro meses após Lula ter anunciado a escolha, em novembro de 2025.
O advogado-geral da União enfrentou a oposição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que ficou insatisfeito com a decisão de Lula de não indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga do Supremo. Após a votação no Senado, Messias indicou ressentimento pelo resultado.
“Passei por cinco meses de um processo de desconstrução da minha imagem. Toda sorte de mentira para me desconstruir ocorreu. Nós sabemos quem promoveu tudo isso”, afirmou, sem citar diretamente o nome de Alcolumbre.
Nesta quarta-feira, 6, em uma tentativa de aliviar a tensão entre o governo Lula e Alcolumbre, o ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais, se encontrou com o presidente do Senado.
A ideia do encontro foi “virar a página” das derrotas sofridas pela gestão Lula 3 no Parlamento: a rejeição de Messias e a derrubada do veto ao projeto da Dosimetria, que vai abrandar as penas dos condenados por atos golpistas do 8 de Janeiro, em especial a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Fonte: Estadão
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