Por Taciano Medrado*
Olá, caríssimos leitores,
Quem de nós nunca ouviu dos nossos avós aquela velha advertência carregada de sabedoria popular: “Menino! Se endireite, viu?”
A frase parecia simples, mas trazia consigo um profundo ensinamento moral. Nossos avós nos ensinavam que o caminho correto era o da retidão, da honestidade, da responsabilidade e do respeito aos valores éticos. “Endireitar-se” significava corrigir desvios, reconhecer erros e seguir por uma estrada de dignidade.
Curiosamente, ninguém jamais ouviu um avô dizer: “Menino, se esquerdize!”
E não é por acaso.
Historicamente e simbolicamente, direita e esquerda sempre representaram lados opostos de uma mesma estrada ideológica. A direita, associada à ordem, à preservação de valores tradicionais, ao mérito, à responsabilidade individual e ao respeito às instituições. Já a esquerda, sobretudo em sua versão mais radical, muitas vezes se apresenta como a desconstrução desses valores, relativizando conceitos morais, invertendo princípios e transformando o errado em narrativa política aceitável.
Vivemos hoje um tempo estranho no Brasil. Um tempo em que defender disciplina virou “autoritarismo”, cobrar responsabilidade fiscal virou “insensibilidade social”, valorizar a família virou “conservadorismo ultrapassado” e exigir honestidade no trato da coisa pública virou quase um ato revolucionário.
Enquanto isso, parcela significativa da esquerda brasileira tenta vender a ideia de que tudo pode ser relativizado. O criminoso vira “vítima da sociedade”, o invasor de propriedade é chamado de “movimento social”, o déficit público é tratado como detalhe técnico e o cidadão que trabalha, paga impostos e sustenta essa máquina pesada continua sendo punido silenciosamente.
A verdade é que há uma crise moral instalada no país. E ela não começou ontem. Ela nasce quando princípios são trocados por conveniências políticas. Quando o discurso importa mais do que a prática. Quando se cria uma narrativa onde o Estado é sempre o salvador e o cidadão é apenas um dependente permanente de favores governamentais.
Nossos avós talvez não entendessem de geopolítica, marxismo cultural ou polarização ideológica. Mas entendiam algo fundamental: caráter não se negocia.
E talvez seja exatamente isso que esteja faltando ao Brasil atual: voltar a ouvir a voz simples, firme e sábia daqueles que ensinavam que o correto nunca sai de moda.
Porque uma sociedade que perde a capacidade de distinguir direita de errado, honestidade de esperteza e liberdade de manipulação, inevitavelmente caminha para o abismo moral.
E como diriam os antigos: “Quem não se endireita pela consciência, acaba aprendendo pela dor.”
(*) Professor, psicopedagogo e redator chefe do TMNews do Vale
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