Defesa de Bolsonaro aciona o Ministro Edson Fachin (STF) para anular condenação no STF


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Da redação

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou, em 8 de maio de 2026, uma revisão criminal no STF visando anular sua condenação a 27 anos e 3 meses de prisão no caso da "trama golpista". Os advogados alegam "erro judiciário", sustentando que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário da Corte, e não na Primeira Turma. 

Os advogados Marcelo Bessa e Thiago Fleury solicitaram que a revisão criminal seja distribuída a um relator da Segunda Turma para evitar que o caso seja analisado pelo ministro Alexandre de Moraes ou por outro integrante da Primeira Turma.

Eles defendem a anulação integral do processo ou a absolvição de Bolsonaro de todos os crimes imputados. “O fundamento dessa ação é a reparação do erro judiciário, para que a jurisdição penal volte a atuar segundo os postulados da justiça”, diz o documento.

A Segunda Turma é formada pelos ministros Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli, André Mendonça e Gilmar Mendes.

Durante o julgamento da suposta tentativa de golpe de estado, Fux fazia parte da Primeira Turma e foi o único a votar pela absolvição do ex-presidente. Logo depois, o ministro pediu transferência de colegiado.

Os advogados afirmam que o acórdão, documento que formaliza o resultado do julgamento, vinculou Bolsonaro aos atos de 8 de janeiro de 2023, apontando suposta "manipulação do sentimento popular", "instigação" e "omissão".

"No caso de 8 de janeiro, o acórdão mobiliza essas três categorias simultaneamente para alcançar um mesmo resultado imputativo. Ocorre que a sobreposição delas produz mais do que ilegal esforço argumentativo, mas ilegalidade manifesta", disse a defesa.

Principais argumentos da defesa:

Erro Judiciário: A petição busca reparar um suposto erro grave no julgamento.

Competência: Sustenta-se que, por ser ex-presidente, a ação penal deveria ser julgada pelo plenário do STF, não pela Primeira Turma.

Provas: O pedido visa anular o acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, argumentando que provas derivadas dele são inválidas.

Cerceamento de Defesa: A defesa alega restrições na sua atuação durante o processo. 

O caso foi relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, e a defesa solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a revisão. 

Fonte: Gazeta do Povo

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