COMBATE AO CRIME ORGANIZADO NA AMÉRICA DO SUL - Por que o Governo Lula 3 (PT) não participou?



Imagem criada pela equipe do TMNews do Vale com auxílio do gerador de imagens com IA.

Por Taciano Medrado*

Olá caríssimos, 

Brasil não participa de reunião dos países da América do Sul que assinaram documento para combater o crime organizado e ao narcotráfico

Enquanto países da América do Sul começam a endurecer o discurso e a ampliar a cooperação internacional no combate ao crime organizado, ao narcotráfico e à migração irregular, o governo Lula optou por ficar fora de uma importante reunião regional realizada nesta quinta-feira (28), em Santiago, no Chile.

Participaram do encontro ministros das Relações Exteriores e representantes de alto escalão da Argentina, Bolívia, Chile, Equador e Peru, que assinaram o chamado “Compromisso Regional de Santiago contra o Crime Organizado Transnacional”. O documento prevê ações conjuntas, compartilhamento de informações e coordenação regional para enfrentar facções criminosas que ultrapassam fronteiras e desafiam governos em toda a América Latina.

A ausência do Brasil chama atenção justamente em um momento em que organizações criminosas brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, ampliam sua influência em países vizinhos e passam a ser alvo de preocupação internacional, sendo sendo nessa quinta-feira dia 28 de maio  declarados organizações terroristas pelo Departamento de justiça dos EUA.   Mesmo sendo a maior economia da América do Sul e tendo papel estratégico na segurança regional, o governo brasileiro não participou da iniciativa.

O presidente chileno, José Antonio Kast, afirmou durante a reunião que os países envolvidos estão “cansados de ver o crime organizado matar jovens, dominar bairros e corromper instituições”. A declaração reflete o clima de preocupação crescente no continente diante do avanço da criminalidade organizada.

O chanceler chileno, Francisco Pérez Mackenna, destacou que o crime organizado já se tornou uma ameaça direta à governança, à estabilidade institucional e ao desenvolvimento econômico dos países sul-americanos. Segundo ele, os esforços isolados dos governos já não são suficientes e exigem cooperação política permanente.

O acordo prevê uma nova reunião dentro de 180 dias para avaliação dos resultados alcançados. A expectativa dos signatários é ampliar o bloco de cooperação e apresentar os avanços na próxima Assembleia Geral da OEA, buscando adesão de outros países do continente.

O cenário regional mostra que diversos governos têm buscado alianças internacionais mais firmes. O Equador, por exemplo, anunciou operações conjuntas com os Estados Unidos para combater grupos classificados como terroristas. A Argentina também já mantém acordos semelhantes com Washington na área de segurança.

Enquanto isso, o Brasil segue sem protagonismo em uma pauta que afeta diretamente suas fronteiras e sua população. A ausência do governo Lula em uma reunião voltada ao combate do crime organizado inevitavelmente gera questionamentos sobre a postura diplomática brasileira diante de um dos maiores desafios da atualidade na América do Sul.

Em um continente marcado pelo crescimento da violência, do tráfico internacional de drogas e da atuação cada vez mais sofisticada das facções criminosas, a cooperação entre os países deixou de ser apenas uma opção política e passou a ser uma necessidade estratégica.

(*) Redator chefe do TMNews do Vale, com informações da CNN Brasil 

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