30 de maio - Dia Mundial da Esclerose Múltipla - Diagnóstico precoce pode estabilizar progressão da doença.



Por Taciano Medrado*

Olá caríssimos,

Neste sábado (30) é lembrado o Dia Mundial da Esclerose Múltipla. De acordo com a OMS, o número de pessoas afetadas tem aumentado gradativamente, sendo a maioria mulheres. A cada cinco minutos, uma pessoa recebe o diagnóstico de esclerose múltipla no mundo, de acordo com a Federação Internacional de Esclerose Múltipla (MSIF).

Há cerca de 04 anos minha filha de 38 anos, incompletos, faz parte dos mais de 2,8 milhões de pessoas que vivem com esclerose múltipla no mundo - no Brasil, cerca de 40 mil têm a doença, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).   

Neste 30 de maio, celebramos o Dia Mundial da Esclerose Múltipla, uma data dedicada à conscientização, à informação e à solidariedade com milhões de pessoas que convivem com essa condição em todo o mundo.

O que é a esclerose múltipla?

A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica que afeta o sistema nervoso central e pode se manifestar de diferentes formas em cada pessoa. Por isso, compreender a doença, combater preconceitos e ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado são passos fundamentais para garantir mais qualidade de vida aos pacientes.

É considerada uma das doenças mais comuns do sistema nervoso central, afetando o cérebro e a medula espinhal. Com isso, pode comprometer funções motoras, cognitivas, visuais e sensoriais. A condição atinge majoritariamente adultos jovens e mulheres e exige diagnóstico precoce e tratamento contínuo para estabilizar a progressão da doença e garantir melhor qualidade de vida.

Mais do que uma data no calendário, este dia representa a força, a coragem e a determinação de homens e mulheres que enfrentam desafios diários sem abrir mão de seus sonhos, projetos e conquistas.

Que a sociedade seja cada vez mais informada, acolhedora e comprometida com a inclusão, o respeito e o apoio às pessoas com esclerose múltipla. A informação é uma poderosa ferramenta para derrubar barreiras e construir um mundo mais humano e acessível para todos.

A estima que Apesar de ainda não ter cura, o diagnóstico precoce pode estabilizar a progressão da esclerose. Além disso, avanços em medicação e terapias nos últimos anos permitiram reduzir a atividade inflamatória e oferecer mais qualidade de vida aos pacientes.

O Ministério da Saúde reforça que a enfermidade acomete normalmente adultos jovens, dos 20 aos 50 anos de idade, com pico aos 30 anos, sendo mais rara quando se inicia fora dessa faixa etária. Em média, é duas vezes mais frequente em mulheres e apresenta menor incidência na população afrodescendente, oriental e indígena.

O neurocirurgião Orlando Maia, do Hospital Quali Ipanema e membro da Federação Mundial de Neurorradiologia, explica que a esclerose múltipla ocorre quando o sistema imunológico passa a atacar estruturas do próprio organismo, especialmente a mielina, substância responsável por proteger e facilitar a condução dos impulsos nervosos no cérebro e na medula espinhal.

Diagnóstico

Os sintomas da esclerose múltipla podem variar de pessoa para pessoa e surgir de forma intermitente, o que costuma atrasar a procura por avaliação especializada. Fadiga intensa, alterações visuais, formigamentos, fraqueza muscular, desequilíbrio, dificuldades motoras e alterações urinárias estão entre os sinais mais comuns.

A doença pode impactar diferentes funções neurológicas ao longo do tempo. Por esse motivo, especialistas alertam para a importância da investigação adequada de sintomas, que não devem ser normalizados.

Segundo Maia, o reconhecimento de sintomas persistentes ou fora do padrão é condição essencial para evitar atrasos no diagnóstico.

O médico esclareceu que muitos pacientes convivem durante meses, ou até anos, com sintomas neurológicos que são tratados como algo passageiro. Ele ressalta que “no caso de doenças como a esclerose múltipla, investigar cedo pode fazer diferença na preservação da qualidade de vida e na condução do tratamento”.
Alto Custo

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde garante o diagnóstico e o fornecimento gratuito de medicamentos para pacientes com esclerose múltipla.

Para ter acesso ao tratamento e aos medicamentos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a pessoa deve passar por avaliação médica, preferencialmente com um neurologista no SUS, que preencherá o Laudo de Solicitação, Avaliação e Autorização de Medicamentos (LME). Junto com exames como a ressonância magnética e documentos pessoais, o laudo deve ser entregue na Farmácia de Alto Custo mais próxima para que o paciente tenha acesso às medicações.

Neste Dia Mundial da Esclerose Múltipla, nossa homenagem a todos os pacientes, familiares, cuidadores e profissionais de saúde que transformam desafios em exemplos de superação e esperança.

Informar, conscientizar e apoiar: juntos somos mais fortes. 💙🧡

(*) Redação do TMNews do Vale com informações complementares da  Agência Brasil

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