Por Taciano Medrado*
Olá caríssimos leitores,
O Final de semana é sempre muito oportuno para uma reflexão, e essa é a intenção desse meu artigo opinativo desse sábado.
O Brasil vive, há tempos, um ciclo que parece não ter fim: crises institucionais, escândalos de corrupção, disputas políticas cada vez mais agressivas e uma crescente perda de confiança da população nas instituições que deveriam garantir equilíbrio, justiça e estabilidade.
No centro desse turbilhão está o Supremo Tribunal Federal (STF), que, ao longo dos últimos anos, deixou de ser apenas o guardião da Constituição para ocupar um espaço permanente no debate político. Decisões controversas, embates públicos entre ministros e a constante judicialização da política contribuíram para o desgaste da imagem da Corte diante de parcela significativa da sociedade com ministros em suspeição.
Não se trata de negar a importância do STF, pelo contrário. Em qualquer democracia sólida, uma Suprema Corte forte é essencial. O problema surge quando suas decisões passam a ser vistas não apenas como jurídicas, mas como políticas. A linha que separa o direito da conveniência parece, muitas vezes, tênue demais. E quando essa percepção se instala, o prejuízo é coletivo: perde o Judiciário, perde a democracia e perde, principalmente, o povo.
Paralelamente a isso, a polarização política atingiu níveis alarmantes. O debate de ideias deu lugar ao confronto de narrativas. O adversário deixou de ser alguém com visão diferente para se tornar inimigo. O diálogo foi substituído por ataques, e a razão, pela paixão cega. O resultado é um país dividido, onde qualquer tentativa de consenso parece impossível.
Enquanto isso, os escândalos de corrupção continuam a surgir, como uma doença crônica que insiste em não ser curada. Escândalo do INSS, do Banco Master envergonha o pais internamente e externamente. Mudam os nomes, mudam os partidos, mas o roteiro parece sempre o mesmo: denúncias, investigações, discursos inflamados e, ao final, uma sensação de impunidade que revolta e desanima a população.
O cidadão comum, que acorda cedo, trabalha duro e paga seus impostos, assiste a tudo isso com um misto de indignação e cansaço. A sensação é de estar preso em um ciclo vicioso, onde nada muda de fato, apenas os personagens.
Mas, apesar de tudo, ainda há esperança.
A história mostra que nenhuma nação permanece eternamente refém de seus próprios erros. O Brasil já superou crises profundas, reinventou-se em momentos decisivos e encontrou caminhos quando tudo parecia perdido. E será assim novamente.
A saída passa, inevitavelmente, pela consciência coletiva. Pelo fortalecimento das instituições, com limites claros e respeito mútuo entre os Poderes. Pela cobrança firme da sociedade. Pela valorização da ética na política. E, sobretudo, pela capacidade de resgatar o diálogo, mesmo entre aqueles que pensam diferente.
É preciso lembrar que o Brasil é maior do que qualquer crise, maior do que qualquer governo e maior do que qualquer instituição isolada.
Um dia esse pesadelo irá acabar.
E quando esse dia chegar, não será por acaso. Será fruto da maturidade de um povo que decidiu não aceitar mais o que está errado. Será resultado de uma sociedade que aprendeu, com dor, a importância da vigilância, da responsabilidade e da verdade.
E então, talvez, possamos voltar a ser, não um país perfeito, mas uma nação mais justa, mais equilibrada e, acima de tudo, mais feliz.
(*) Professor, redator chefe e psicopedagogo
Não
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