O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas desponta como franco favorito à reeleição, com ampla vantagem sobre seus adversários e baixa rejeição, segundo análise do diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, em entrevista ao programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal. O cenário, segundo ele, é tão favorável que, se a eleição fosse hoje, a vitória ocorreria já no primeiro turno.
Tarcísio pode vencer no primeiro turno?
Hoje, sim — com margem confortável. Na pesquisa mais recente do instituto, divulgada nesta quinta, 16, o governador aparece com 47,8% das intenções de voto, contra 33,1% de Fernando Haddad no primeiro turno. “Se essa eleição fosse domingo, eu cravaria que ele venceria no primeiro turno”, afirmou.
A vantagem também se mantém — e até se amplia — em cenários de segundo turno, reforçando o favoritismo.
O que explica a vantagem sobre Haddad?
Principalmente a rejeição. Segundo o diretor do instituto, o diferencial decisivo não está apenas na intenção de voto, mas na resistência do eleitorado ao adversário. “O que leva a crer nisso é o favoritismo do Tarcísio e a rejeição. Ele tem uma rejeição bem menor que a de Haddad”, disse.
Há chance real de segundo turno?
Hoje, é considerada remota. Hidalgo afirma que a ausência de candidatos competitivos além dos dois principais nomes reduz as chances de a disputa avançar. “Eu não consigo enxergar um terceiro ou quarto candidato com força suficiente para provocar um segundo turno”, explicou.
O desempenho é homogêneo entre os eleitores?
Sim — e esse é um dos pontos mais relevantes. O governador lidera em todas as faixas etárias, níveis de escolaridade e regiões do estado. “Ele vence em todos os segmentos”, destacou Hidalgo.
A vantagem, segundo o levantamento, é ainda maior no interior, mas também se mantém na capital e na região metropolitana.
A imagem pessoal pesa mais que a gestão?
Para Hidalgo, sim. Embora o governo tenha avaliação positiva — com cerca de 63% de aprovação —, o desempenho eleitoral é impulsionado sobretudo pela imagem do próprio candidato. “Ele tem muito mais gente pelo capital dele do que propriamente pelo governo”, afirmou.
O eleitor religioso influencia o resultado?
Mais pela prática do que pela identidade. O instituto mudou a metodologia de análise e passou a considerar a frequência em cultos e missas, e não apenas a religião declarada. Segundo Hidalgo, o comportamento eleitoral é semelhante entre praticantes, independentemente de serem católicos ou evangélicos.
Como está a disputa pelo Senado em São Paulo?
Com vantagem inicial de nomes mais conhecidos. Marina Silva e Simone Tebet lideram a corrida, impulsionadas pelo alto grau de reconhecimento nacional. Já a direita aparece fragmentada entre diferentes candidaturas, o que favorece as adversárias neste momento.
“Quem está arrancando na frente são os nomes mais conhecidos”, afirmou Hidalgo.
A divisão da direita pesa no Senado?
Sim — e pode alterar o cenário. A falta de definição de um nome único no campo conservador, somada à dispersão de candidaturas, reduz a competitividade do grupo. Segundo Hidalgo, isso contrasta com a maior concentração de votos entre os nomes ligados ao governo.
Redes sociais ainda são determinantes?
Nem sempre. O diretor do Paraná Pesquisas relativizou o impacto da popularidade digital em disputas majoritárias. “Isso é uma bolha. Funciona muito bem para para deputado, mas para senador e governador é diferente”, disse.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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