No dia 23 de abril, data em que se comemora o Dia Mundial do Livro, o Prêmio Vivaleitura apresentou os vencedores da sua 9ª edição. Retomada após 10 anos, o Vivaleitura reconhece iniciativas que promovem o acesso ao livro e à leitura em diferentes contextos sociais e educacionais.
Cinco projetos de cinco iniciativas diferentes foram contemplados. O Projeto Moara, do Pará, venceu na categoria Bibliotecas; o Leituras Sentidas: Narrativas do Meu Lugar, de Roraima, na categoria Escolas; o Narrativas Subterrâneas, da Bahia, em Espaços Diversos; o Autoria Indígena, também da Bahia, na categoria Escrita Criativa; e Escrevivências da Libertação, do Acre, na categoria sistema prisional e socioeducativo. Cada iniciativa vencedora recebeu R$50 mil, enquanto os demais finalistas, do segundo ao quinto lugar, foram contemplados com R$15 mil.
Na mesma oportunidade, foi assinado o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) 2026–2036 e anunciado o programa MEC Livros. Um dos finalistas do prêmio, o gerente-executivo de Ressocialização da Secretaria da Administração Penitenciária da Paraíba, João Rosas, participou da solenidade com o projeto A Leitura Liberta, voltado à promoção da leitura como ferramenta de reinserção social no sistema prisional e empreendedorismo literário.
“Sou egresso de escola pública e da Universidade Federal da Paraíba. Foi lá, presidente, que desenvolvi minha pesquisa na área prisional. Sou policial penal da Paraíba. Pude materializar essa pesquisa e hoje enquanto gestor público naquela secretaria pude tornar pública essa política do programa Leitura Liberta”.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou que o incentivo a iniciativas dessa natureza são fundamentais para o desenvolvimento humano do país.
“A gente sabe que investir em Cultura, investir em Educação é investir em ser humano, é investir em melhoria, é investir na esperança, é investir no futuro dessa nação. É por esse motivo que nós estamos aqui trabalhando e querendo fazer o nosso melhor”.
Já o ministro da Educação, Leonardo Barchini, ressaltou o compromisso do atual Governo com a alfabetização e a prática da leitura. Ele lembrou que, em 2023, apenas 36% das crianças brasileiras estavam alfabetizadas na idade adequada no país.
“Enfrentamos na nossa chegada uma situação de descalabro em termos de alfabetização de crianças. Em apenas três anos, nós conseguimos não só atingir a nossa meta, mas superar a meta e hoje, nos resultados de 2025, nós já alcançamos 66% das crianças da educação pública, da educação básica brasileira alfabetizadas na idade adequada”.
De acordo com o presidente Lula, quando surgem pessoas que ousam pensar, colocar no papel o pensamento e, com isso, transformar coisas abstratas em histórias que mexem com a emoção de outras pessoas, o Governo deve criar condições para que essas iniciativas sejam desenvolvidas.
“O nosso papel não é dizer qual livro que a pessoa vai ler, que religião que ele vai ter que seguir. O nosso papel é criar condições para que toda, sem distinção, criatividade feita do ponto de vista cultural do ser humano possa chegar à mão de todos. Esse é o papel do Estado”.
Para mais informações, acesso o site.
Fonte: Brasil 61
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