Olá caríssimos leitores,
Quando eu digo que Juazeiro é uma cidade de muro baixo não estou exagerando. Recentemente tenho visto alguns nomes, sem, expressão e nem densidade eleitoral se apresentarem como pré-candidatos a deputados estaduais e federais para disputarem as eleições em outubro desse ano.
À medida que o calendário eleitoral de 2026 se aproxima, um velho filme volta a ser exibido, e, diga-se de passagem, com um roteiro cada vez mais previsível. Em Juazeiro, no norte da Bahia, começa a surgir uma enxurrada de pré-candidatos que, na prática, não têm lastro político, densidade eleitoral ou qualquer histórico que sustente a ousadia de disputar uma vaga no Congresso Nacional.
À medida que o calendário eleitoral de 2026 se aproxima, um velho filme volta a ser exibido, e, diga-se de passagem, com um roteiro cada vez mais previsível. Em Juazeiro, no norte da Bahia, começa a surgir uma enxurrada de pré-candidatos que, na prática, não têm lastro político, densidade eleitoral ou qualquer histórico que sustente a ousadia de disputar uma vaga no Congresso Nacional.
São os chamados “franco atiradores” da política: figuras que sequer conseguem viabilizar uma eleição para vereador, mas que, movidas por vaidade, oportunismo ou ilusões alimentadas por círculos próximos, lançam seus nomes ao cenário federal como se estivessem prestes a protagonizar uma virada histórica.
A pergunta que fica é simples, e incômoda: qual é o verdadeiro objetivo dessas candidaturas?
Não é segredo para ninguém que, em muitos casos, essas pré-candidaturas servem como moeda de troca. Seja para negociar apoios futuros, barganhar espaços em eventuais gestões ou simplesmente ganhar visibilidade momentânea, o discurso de “representatividade” muitas vezes esconde interesses bem menos nobres.
Juazeiro, que enfrenta problemas crônicos em áreas essenciais como saúde, infraestrutura e abastecimento de água, não pode se dar ao luxo de ver seu debate político ser sequestrado por aventuras eleitorais. A política exige preparo, compromisso e, sobretudo, respeito ao eleitor.
O que se observa, no entanto, é uma banalização das candidaturas. Lançar-se candidato virou, para alguns, uma estratégia de marketing pessoal, um palanque improvisado para inflar ego e alimentar redes sociais, sem qualquer compromisso real com propostas consistentes ou viabilidade eleitoral.
Mais grave ainda é perceber que esse tipo de movimentação contribui para pulverizar votos, enfraquecendo nomes que poderiam, de fato, representar a região com seriedade e força política em Brasília.
O eleitor juazeirense precisa estar atento. Nem todo discurso empolgado se sustenta na prática. Nem toda “novidade” representa renovação. E nem todo candidato está, de fato, preparado para ocupar um cargo de tamanha responsabilidade.
Eleições não são palco para aventuras. São, ou deveriam ser, o momento mais sério da democracia.
Em 2026, mais do que nunca, será preciso separar o joio do trigo, e não permitir que a política local continue refém de projetos pessoais travestidos de interesse público.
(*) Professor e analista político
Não
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