Petrolina recebe a exposição “Ebó: território mediado pelas águas”


A abertura oficial acontece nesta sexta-feira (17), às 19h, na Galeria Ana das Carrancas (Sesc/Petrolina)

A água como elemento que sustenta a vida, apaga histórias, desloca comunidades e reconfigura territórios. Este é o universo que permeia a exposição “Ebó: território mediado pelas águas”, do artista visual Luiz Marcelo. A abertura oficial acontece nesta sexta-feira (17), às 19h, na Galeria Ana das Carrancas, em Petrolina (PE), com entrada gratuita e um bate-papo com o artista e a curadoria da exposição.

Em “Ebó: território mediado pelas águas”, Luiz Marcelo lembra que nem toda diáspora acontece pelo mar e desloca essa noção para os fluxos internos, marcados pelas águas do rio São Francisco e pelas transformações provocadas pela barragem de Sobradinho (BA).

A exposição parte de territórios submersos para pensar deslocamentos que não são apenas geográficos, mas também simbólicos e existenciais. Corpos, práticas e modos de vida são forçados a se reorganizar diante de uma paisagem que já não sustenta as mesmas continuidades. A água, nesse contexto, deixa de ser apenas elemento natural e passa a atuar como agente que conduz, interrompe, apaga e redesenha territórios.

Na galeria, o público vai conferir essa pesquisa em mais de 40 trabalhos, entre fotografias, vídeos, cerâmicas e instalações, articulando diferentes materialidades, como barro, couro, ferro e têxteis, que carregam marcas de uso, resistência e permanência. As obras constroem um campo sensível onde vestígios, deslocamento e cosmopoéticas se entrelaçam, tensionando as relações entre corpo e território.

A mostra conta com incentivo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio do Edital nº 05/2024, e tem curadoria de Rogério Felix.

Luiz Marcelo

Natural de Pilão Arcado (BA), Luiz Marcelo é artista visual e pesquisador, licenciado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e mestrando em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Sua produção investiga o bioma Caatinga, com foco nos territórios afogados pela construção da usina hidrelétrica de Sobradinho.

Seu trabalho integra importantes exposições no circuito nacional, como “Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro” e “Ounjé: a comida dos orixás”, além de compor o mapeamento da plataforma Projeto Afro. Em sua prática, articula diferentes linguagens e materiais, construindo obras que operam entre vestígio, matéria e território.


Serviço:

Abertura: 17 de abril, às 19h

Visitação: até 11 de julho

Horários: terça a sexta, das 8h às 20h; sábados, das 16h às 20h

Entrada gratuita

Classificação livre

Agendamentos: (87) 3866-7474



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