No Brasil de Lula 3 a "agiotagem oficial " opera de forma inescrupulosa com cobrança de taxas de juros estratosféricas



Os vilões  são os cartões de crédito que chegam a cobrar quase 20% ao mês

Olá caríssimo leitores,

Sou professor especialista e consultor na área financeira e confesso a vocês que nos meus mais de 30 anos dedicados aos estudos das finanças corporativas nunca vi taxas de juros tão exorbitantes que se pratica hoje no Brasil pelas instituições financeiras (Bancos, instituições de créditos, financeiras, operadoras de cartão de crédito). Vivemos a agiotagem oficializada com aquiescência do governo do PT. 

O Brasil vive um paradoxo que salta aos olhos de qualquer cidadão minimamente atento às próprias finanças: enquanto o discurso oficial prega inclusão, crescimento e justiça social, a realidade imposta ao bolso do brasileiro é de sufocamento financeiro , e com juros que beiram o absurdo.

No governo Lula 3, o país segue figurando entre os líderes globais em taxas de juros, especialmente no crédito rotativo do cartão. Em muitos casos, o brasileiro desavisado ou já endividado se vê preso em uma armadilha que cobra quase 20% ao mês, um verdadeiro efeito bola de neve que transforma pequenas dívidas em pesadelos impagáveis.

E o mais alarmante: isso acontece diante da aparente normalização do absurdo.

Dados econômicos recentes reforçam esse cenário preocupante. Durante o terceiro mandato de Lula 3, iniciado em 2023, o Brasil tem mantido taxas de juros reais entre as mais elevadas do mundo. Embora a posição exata varie conforme o levantamento, o país aparece de forma recorrente entre os três primeiros colocados, frequentemente atrás de países como Turquia e, em alguns momentos, Rússia.

Em maio de 2025, por exemplo, o Brasil ocupava a terceira posição no ranking mundial, com juros reais de 8,65%. Já entre o segundo semestre de 2025 e o início de 2026, consolidou-se na segunda colocação global,  um indicativo claro de que o custo do dinheiro por aqui segue entre os mais caros do planeta.

No campo dos juros nominais, a situação também chama atenção. A taxa Selic, principal instrumento de política monetária do país, foi mantida em patamares elevados ao longo de 2025, chegando a Taxa Selic atingir cerca de 15% ao ano em novembro,  o maior nível em aproximadamente duas décadas. A justificativa: conter a inflação e lidar com incertezas fiscais.

Historicamente, analistas apontam que a média de juros no atual governo gira em torno de 12,5% ao ano, um patamar considerado alto e comparável a períodos críticos da economia brasileira. Soma-se a isso uma carga tributária crescente, com recordes de arrecadação federal, o que amplia a pressão sobre empresas e consumidores.

E quem paga essa conta?

O cidadão comum, mais uma vez. O alto custo do crédito impacta diretamente o consumo, aumenta a inadimplência e trava o crescimento econômico. Pequenos empreendedores veem seus negócios sufocados, enquanto famílias inteiras entram em ciclos de endividamento difíceis de romper.

Por outro lado, o governo argumenta que a responsabilidade pelas taxas elevadas recai sobre o Banco Central, que possui autonomia, e que o cenário fiscal exige cautela. Mas, na prática, pouco muda para quem está na ponta — aquele que enfrenta juros abusivos ao tentar pagar uma simples fatura de cartão.

Enquanto isso, instituições financeiras seguem registrando lucros robustos, alimentando a sensação de que há um desequilíbrio estrutural no sistema.

Não se trata apenas de números, trata-se de realidade.

Quando o crédito deixa de ser solução e passa a ser problema, quando os juros deixam de ser ferramenta e se tornam punição, o país entra em um ciclo perigoso. E, no Brasil de hoje, esse ciclo parece longe de ser rompido.

O resultado é um país onde o acesso ao dinheiro custa caro demais, e onde milhões de brasileiros pagam, todos os dias, o preço de um sistema que insiste em pesar mais para um lado do que para o outro.

Veja abaixo uma simulação de uma instituição de crédito do país obtida diretamente da sua  página:

Observe o CET (Custo Efetivo Total ) que varia de 572,32% a 1.777,54% ao ano. Média de 15,80% a.m . Nessa simulação eles ofere4cem um valor de R$ 2.000,00 para serem pagos em tres opções conforme abaixo. Confira e veja quanto o cidadão vai pagar de juros na operação.

Valor do empréstimo R$ 2.000,00

1º Opção:

3 x de R$ 839,20 = Total a pagar: R$ 2.517,60
Juros: R$ 517,60

2º Opção:

6 x de R$ 511,99 = Total a pagar: R$ 3.671,94
Juros: R$ 1.671,94

3º Opção:

09 x de R$ 409,85 = Total a pagar: R$ 3.688,45
Juros: R$ 1.688,45

4º Opção:

12 x de R$ 363,52 = Total a pagar: R$ 4.363,44
Juros: R$ 2.363,44*

*Dobro do valor tomado com o empréstimo

 



(*) Professor de Engenharia Econômica, Análise de investimentos e Finanças corporativa e redator chefe do TMNews do Vale

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