Lanchas rápidas iranianas abriram fogo contra um petroleiro neste sábado (18) no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo. O ataque ocorreu sem qualquer aviso prévio por rádio, segundo informações divulgadas pelo Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido.
De acordo com a agência France Presse, o incidente acontece em meio à escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos, após o governo iraniano anunciar novamente o fechamento da passagem estratégica poucas horas depois de uma reabertura parcial.
O capitão do petroleiro relatou que a embarcação foi interceptada a cerca de 37 quilômetros ao nordeste de Omã por duas lanchas rápidas pertencentes à Guarda Revolucionária Islâmica. Em comunicado, o órgão britânico afirmou que, sem comunicação prévia, as embarcações "abriram fogo contra o petroleiro". Apesar da gravidade da ação, a tripulação foi confirmada como segura.
A decisão de Teerã de voltar a fechar o Estreito de Ormuz foi anunciada no mesmo dia. A medida veio como resposta à manutenção do bloqueio imposto pelos Estados Unidos a portos iranianos. Segundo o comando central das Forças Armadas do Irã, o país havia "aceitado de boa-fé autorizar a passagem de um número limitado de petroleiros e navios comerciais", mas acusou os americanos de manterem "atos de pirataria amparados no chamado bloqueio".
O comunicado militar acrescenta que, diante desse cenário, a situação retornou "ao estado anterior e a passagem estratégica fica agora sob o controle rigoroso" do Irã. A restrição volta a afetar diretamente o fluxo de embarcações em uma região vital para o abastecimento energético global.
A reabertura temporária do estreito, ocorrida na sexta-feira (17), havia gerado reação positiva nos mercados internacionais e otimismo em Washington. Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou à AFP que um acordo de paz mais amplo com o Irã estava "muito próximo".
No entanto, a rápida reversão da medida indica dificuldades nas negociações diplomáticas em curso. O movimento ocorre enquanto diferentes atores internacionais tentam avançar para além do cessar-fogo de duas semanas firmado em 8 de abril entre os dois países.
Dados da plataforma MarineTraffic apontaram uma circulação reduzida de embarcações na região na manhã deste sábado, com pouco mais de dez navios no estreito. Alguns deles chegaram a mudar de rota, refletindo a insegurança provocada pelo novo bloqueio. Antes do início do conflito, cerca de 120 navios cruzavam diariamente o Estreito de Ormuz, segundo a publicação especializada Lloyd’s List.
Mesmo com a instabilidade, um cruzeiro atravessou a rota sem passageiros, em um trajeto entre Dubai e Mascate, marcando um episódio incomum desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.
Fonte: Brasil, 247 com informações da AFP
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