Homem é condenado a 30 anos por morte de advogado em Juazeiro e deverá pagar R$ 500 mil à família

Foto montagem TMNews do Vale

O réu Lucas Matheus Avelino da Silva foi condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato do advogado Marcílio Márcio Amorim Gonçalves, crime ocorrido em novembro de 2024, no distrito de Itamotinga, em Juazeiro, no norte da Bahia. A decisão foi proferida nesta terça-feira (28), durante julgamento no Fórum Conselheiro Luiz Viana Filho.

Além da pena de prisão, a Justiça determinou o pagamento de R$ 500 mil em indenização à família da vítima.

Indenização foi fixada na própria sentença

Segundo especialistas da área criminal, a legislação atual permite que o juiz estabeleça, no próprio processo penal, um valor mínimo de reparação por danos causados aos familiares da vítima.

Na prática, isso evita que a família precise ingressar posteriormente com uma ação cível para buscar indenização. Com a sentença condenatória, o valor já poderá ser cobrado judicialmente.

Como aconteceu o julgamento

O júri popular foi realizado nesta terça, em Juazeiro. O Ministério Público atuou na acusação, e a família da vítima também contou com assistência jurídica no processo.

O caso teve ampla repercussão na região e mobilizou representantes da advocacia baiana desde o início das investigações.

Relembre o crime

Marcílio Márcio Amorim Gonçalves foi encontrado morto no dia 16 de novembro de 2024. O corpo estava dentro de um rio, com mãos e pés amarrados, o que indicava que a vítima teria sido imobilizada.

Conforme a investigação policial, também foram identificados ferimentos provocados por objetos contundentes.

Prisão aconteceu em Santa Catarina

Doze dias após o crime, Lucas Matheus foi preso na zona rural de Chapadão do Lageado, em Santa Catarina, após troca de informações entre forças de segurança da Bahia e daquele estado.

Segundo a Polícia Civil, ele trabalhava como caseiro em uma propriedade da vítima e passou a ser apontado como principal suspeito durante a apuração.

Com o acusado, os investigadores afirmaram ter encontrado objetos pertencentes ao advogado, como celulares e computador.

Caso gerou repercussão na OAB

A morte de Marcílio Gonçalves provocou forte comoção e levou a Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia a cobrar rapidez nas investigações e responsabilização dos envolvidos.

Durante o julgamento, representantes da entidade acompanharam o júri e reforçaram o posicionamento institucional em defesa da justiça e da preservação da vida.

Fonte: Portal FolhaBahia

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