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Olá carissimos leitores,
Fico imaginando o que não passa na cabeça daqueles que fizeram o "L" e caíram, mais uma vez, no conto do vigário do PT, na Bahia. Mas me perdoem a franqueza, mas eleitor baiano gosta de ser engando. Fazer o quê?
Após mais de duas décadas de promessas, o que deveria ser um marco histórico para a mobilidade e o desenvolvimento do litoral norte baiano terminou, mais uma vez, em frustração coletiva. O anúncio feito pelo Governo do Estado nesta quarta-feira (8), em Mata de São João, revelou aquilo que já virou rotina: promessa grande, entrega pequena.
Com direito a palco montado, discursos políticos e a presença de uma verdadeira comitiva de autoridades, deputados, secretários e aliados, o evento parecia anunciar uma solução definitiva para um problema antigo. Mas, na prática, o que se viu foi apenas mais um capítulo da velha política do “faz de conta”.
O pacote de obras apresentado até impressiona no papel: sistema de abastecimento de água, ampliação de estações de esgoto e melhorias pontuais. No entanto, o que realmente importava para a população, a ligação completa entre a sede do município e o litoral, ficou incompleto.
E não por pouco.
O trajeto total da estrada tem cerca de 75 km. Desses, aproximadamente 38% já foram pavimentados pela própria Prefeitura ao longo dos anos. O novo trecho anunciado pelo Estado cobre apenas cerca de 29%, deixando ainda um expressivo 33% sem qualquer previsão de pavimentação.
Ou seja: a tão aguardada ligação com a Linha Verde, que representaria desenvolvimento turístico, geração de emprego e valorização econômica da região, simplesmente não vai acontecer, pelo menos não agora.
A obra, na prática, vai parar em São José do Avena, no município de Itanagra. Um destino intermediário, distante do sonho vendido à população.
O sentimento nas ruas é de engano.
“Eu vim pra esse evento achando que essa estrada seria até o litoral e só vai ligar a São José do Avena”, desabafou o aposentado Antonio Santos, traduzindo a decepção de muitos moradores.
Como se não bastasse, o projeto já vinha sendo alvo de questionamentos técnicos, principalmente após mudanças no modelo de pavimentação, o que levanta dúvidas não apenas sobre a eficiência da obra, mas também sobre sua durabilidade.
O roteiro se repete: cria-se expectativa, mobiliza-se politicamente, faz-se um anúncio grandioso… e entrega-se apenas uma parte. Uma “meia obra” para uma promessa inteira.
No fim das contas, fica a pergunta que ecoa entre os moradores da região: até quando o desenvolvimento do interior da Bahia será tratado como promessa de palanque?
Porque, para quem vive a realidade do dia a dia, estrada pela metade não resolve problema inteiro.
(*) Redação do TMNews do Vale
Não
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