Quanto de nós já não ficou se perguntando o por quê de certas pessoas intragáveis e falsas terem cruzado as nossas vidas e muitas vezes terem nos prejudicados?
Há encontros que não deixam saudade, deixam marcas. Pessoas que, se fosse possível, você apagaria da memória sem hesitar. Relações que começaram com promessas e terminaram com decepções, desgastes, silêncios desconfortáveis ou até traições. No impulso, a vontade é simples: nunca tê-las conhecido.
Mas a vida não funciona com borracha.
A verdade incômoda, e ao mesmo tempo reveladora, é que essas mesmas pessoas, que hoje você evita lembrar, tiveram um papel determinante na sua construção pessoal e profissional. Foram elas que testaram seus limites, que expuseram suas fragilidades, que obrigaram você a sair da zona de conforto. Em muitos casos, foram elas que mostraram, da forma mais dura possível, o que você não aceita mais.
É fácil valorizar quem nos fez bem. Difícil, e necessário, é reconhecer o aprendizado vindo de quem nos fez mal.
No ambiente profissional, essas figuras aparecem como chefes autoritários, colegas desleais ou parceiros que não honraram compromissos. Na vida pessoal, podem ter sido amizades tóxicas, relacionamentos frustrados ou vínculos que se romperam sem explicação.
Em comum, todos deixaram lições, algumas dolorosas, mas profundamente transformadoras.
É no desconforto que se molda o caráter. É no conflito que se aprende a impor limites. É na decepção que se desenvolve discernimento.
O amadurecimento não nasce apenas das experiências positivas; ele é forjado, muitas vezes, no embate com aquilo que nos feriu. E por mais paradoxal que pareça, essas pessoas que gostaríamos de apagar foram fundamentais para nos ensinar a selecionar melhor, confiar com mais critério e, sobretudo, valorizar quem realmente merece estar ao nosso lado.
Isso não significa romantizar o sofrimento ou justificar atitudes erradas. Significa apenas compreender que cada experiência, boa ou ruim, contribui para a versão que você se tornou hoje.
No fim das contas, talvez o maior sinal de evolução seja esse: olhar para trás, sem mágoa, e reconhecer que até os capítulos mais difíceis tiveram um propósito.
Porque, gostando ou não, algumas pessoas entram na nossa vida não para ficar, mas para ensinar, mesmo que de forma dolorida.
(*) Professor e psicopedagogo e redator chefe do TMNews do Vale
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