ELEIÇÕES 2026: A Bahia se prepara para dar o aviso prévio ao curralismo Lulopetista




Por Taciano Medrado*

Vou iniciar esse editorial dessa terça-feira de feriado, dia 21 de abril explicando o que significa o termo "Curralismo" usado no título desse artigo:

O curral eleitoral (ou curralismo) é uma expressão utilizada na historiografia brasileira para definir o grupo de eleitores de uma determinada região que vota sistematicamente nos candidatos indicados por um líder político local, geralmente um "coronel" (grande proprietário de terras) ou um líder que impõe sua ideologia político partidária usando o povo como massa de manobra para seus projetos. 

A política é dinâmica, e quando o povo começa a se mover, não há estrutura de poder que resista. A Bahia, historicamente um dos principais currais  do lulopetismo, começa a emitir sinais cada vez mais claros de que o ciclo pode estar chegando ao fim. Não por imposição de adversários, mas pelo cansaço natural de um modelo que, ao longo dos anos, deixou de corresponder às expectativas de uma população cada vez mais exigente.

O que se vê hoje não é apenas insatisfação isolada. É um movimento crescente, orgânico, que nasce no interior e ecoa na capital, formando uma corrente política difícil de ignorar.

“A Bahia vive um novo momento de esperança. É a força do interior unida com a capital, mostrando que todo o povo baiano quer mudança.

Com liderança e compromisso, o time da mudança segue firme: ACM Neto, Zé Cocá, Ângelo Coronel, João Roma, Júnior Nascimento e Carlos Muniz Filho.

Interior e capital unidos por um só objetivo: construir uma nova história. A Bahia vai mudar!”

O fragmento acima, que circula com força nas redes e nos bastidores políticos, não é apenas uma peça de mobilização, é um termômetro. Ele traduz um sentimento coletivo que vem ganhando corpo: o desejo de ruptura com práticas antigas, promessas não cumpridas e uma gestão que, para muitos, já não empolga.

A Bahia real, aquela que enfrenta problemas crônicos de infraestrutura, saúde precária, insegurança e falta de oportunidades, começa a questionar o discurso oficial. E quando o discurso já não convence, a mudança deixa de ser possibilidade e passa a ser tendência.

Nomes que antes orbitavam em campos distintos agora convergem em torno de um objetivo comum: apresentar uma alternativa viável ao modelo vigente. Não se trata apenas de oposição por oposição, mas de uma construção política que tenta se firmar com base na união de forças regionais e no resgate da confiança do eleitor.

É cedo para decretar resultados? Sim. Mas é tarde demais para ignorar os sinais.

O lulopetismo na Bahia, que por anos reinou com folga, começa a enfrentar algo que sempre foi seu maior trunfo, o povo, agora como possível agente de mudança. E quando o eleitor decide revisar sua própria história política, o impacto costuma ser profundo.

Se esse movimento vai se consolidar nas urnas, o tempo dirá. Mas uma coisa já parece clara: a Bahia está inquieta. E quando a Bahia se inquieta, a política treme.

O aviso prévio pode até não ter sido oficialmente entregue. Mas, ao que tudo indica, já está sendo redigido.

(*) Professor e analista político

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