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Por Taciano Medrado*
O tom adotado pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao criticar o senador Flávio Bolsonaro, soa menos como análise política e mais como um ensaio antecipado de justificativa para uma derrota que ainda nem aconteceu.
Durante o lançamento de sua pré-candidatura ao Planalto, em São Paulo, Caiado disparou contra o adversário ao afirmar que Flávio não teria vivência nem experiência para governar o país, e que poderia ser prejudicado pelo “ímpeto da idade”. A crítica, no entanto, carrega um componente clássico da política: tentar desqualificar o concorrente antes mesmo da disputa ganhar corpo nas urnas.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), criticou a possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ser presidente da República. A declaração foi dada durante o lançamento da pré-candidatura do pessedista ao Planalto, em São Paulo.
Para o gestor goiano, o liberal, além de não ter vivência e experiência para governar, pode ser atrapalhado pelo "ímpeto da idade".
A fala ocorreu após ser questionado sobre comparações com Flávio Bolsonaro, com quem deve disputar espaço em segmentos semelhantes do eleitorado à direita.
Análise TMNews do Vale
No tabuleiro político, ataques prematuros costumam revelar mais sobre quem critica do que sobre quem é criticado. Ao mirar Flávio Bolsonaro, Caiado tenta se firmar como alternativa dentro do campo conservador, mas pode acabar reforçando exatamente o nome que pretende enfraquecer.
A estratégia não é nova: transformar o adversário em alvo constante para ganhar visibilidade. O problema é que, quando isso acontece cedo demais, o discurso perde força e passa a transmitir insegurança, típica de quem já entra na corrida olhando pelo retrovisor.
Se a disputa for realmente no campo da direita, o eleitor tende a observar não apenas currículo ou idade, mas principalmente coerência, firmeza e capacidade de enfrentamento. E, nesse quesito, ataques como esse podem acabar funcionando como combustível político para o próprio Flávio.
No fim das contas, a eleição ainda nem começou, mas o tom de alguns discursos já denuncia quem parece mais preocupado em justificar uma possível derrota do que em construir uma vitória.
(*) Redator chefe do TMNews do Vale e analista político
Não
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