Por Taciano Medrado*
Olá caríssimos,
Já perdi as contas de quantas gafes o atual presidente do País, Lula do PT já cometeu. Talvez tal recorde devesse constar em uma das edições do Guines Book.
E pra manter a performance e a estatística, mais uma vez, o líder dos petistas protagoniza um episódio que ultrapassa o campo do simples deslize retórico e adentra o território do constrangimento institucional.
Aos 80 anos, durante cerimônia oficial de sanção do chamado PL Antifacção, realizada na última terça-feira (24), Lula deixou escapar uma declaração que rapidamente repercutiu de forma negativa dentro e fora do país.
Ao final do evento, ao agradecer às autoridades envolvidas na construção do projeto, o presidente afirmou que o Brasil caminha para ser “um dos países mais respeitados do mundo no crime organizado”. É isso mesmo que você acabou de ler. A frase, dita de forma espontânea, caiu como uma bomba, não apenas pelo erro em si, mas pelo simbolismo de quem a proferiu: o chefe de Estado.
É evidente que a intenção do presidente era destacar o fortalecimento do combate ao crime organizado. No entanto, em política , e sobretudo na presidência da República, não basta ter intenção; é preciso precisão. A fala, ainda que fruto de um lapso, expõe um problema recorrente: a falta de cuidado com a comunicação em momentos oficiais, onde cada palavra carrega peso diplomático e institucional.
Não se trata de um episódio isolado. As sucessivas gafes têm alimentado críticas quanto à condução da comunicação presidencial, gerando desgaste desnecessário e oferecendo munição farta a adversários políticos. Em tempos de hiperexposição e redes sociais implacáveis, erros como esse ganham proporções ampliadas e comprometem a imagem do país no cenário internacional.
A pergunta que fica é inevitável: até quando o Brasil continuará sendo representado por discursos que, em vez de reforçar autoridade e clareza, abrem espaço para interpretações vexatórias?
Porque, no fim das contas, não é apenas uma frase mal colocada. É a credibilidade de uma nação que entra em jogo a cada palavra dita por seu presidente.
Aguardemos até a próxima gafe do presidente Lula. Não vai demorar!
(*) Professor, analista político e redator chefe do TMNews do Vale
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