Israel faz operações militares ao longo da fronteira com o Líbano, diz agência


Segundo agência de notícias Reuters, forças israelenses iniciaram ofensiva nesta terça, abrindo uma nova frente nos conflitos do Oriente Médio. Ministro da Defesa disse ter autorizado avanço terrestre, e Exército afirmou estar criando 'zona tampão' no sul do Líbano.

Foto mostra fumaça em prédio destruído por ataque aéreo israelense em Dahiyeh, ao sul de Beirute, capital do Líbano, no dia 3 de março de 2026 — Foto: Hussein Malla/AP

O Exército de Israel iniciou nesta terça-feira (3) operações militares ao longo da fronteira com o Líbano, segundo a agência de notícias Reuters. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse ter autorizado o avanço de tropas para "assumir o controle de posições adicionais no Líbano".

"O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e eu autorizamos as Forças de Defesa de Israel (IDF) a avançar e ocupar posições dominantes adicionais no Líbano, a fim de impedir disparos contra as comunidades israelenses na fronteira", afirmou Katz em comunicado.

Um membro do governo libanês disse à Reuters que tropas israelenses estavam realizando investidas em algumas áreas ao longo da fronteira com o Líbano, e testemunhas afirmaram que o Exército libanês havia se retirado de pelo menos sete posições ao longo da fronteira. Segundo a agência AFP, as forças israelenses avançaram nas regiões de Kfar Kila e Khiam.

Pouco após o pronunciamento de Katz, o Exército israelense disse que está criando uma "zona-tampão" no sul do Líbano. “Na prática, o Comando Norte avançou, assumiu o controle do terreno dominante e está criando uma zona de amortecimento, como prometemos, entre nossos moradores e qualquer ameaça”, disse o porta-voz militar Effie Defrin.

As operações terrestres ocorrem em meio a uma maior mobilização de tropas e aparatos militares por Israel ao longo da fronteira com o Líbano ocorridas nos últimos dias, o que dá indícios de que Israel pode invadir o país vizinho por terra nas próximas horas ou dias.

Israel está combatendo o grupo rebelde Hezbollah, com o qual tinha um cessar-fogo desde outubro de 2024. A trégua foi quebrada após o grupo libanês ter disparado mísseis contra o norte de Israel no domingo. Desde então, Israel tem realizado bombardeios contra o sul do Líbano e também contra a capital Beirute, que foi atacada na segunda-feira (2) e também nesta terça.

Além disso, Israel convocou cerca de 100 mil reservistas desde sábado e tem enviado uma parte deles para a fronteira com o Líbano, ao norte. O governo libanês também afirmou que retirou seu Exército de regiões ao sul do país.

O confronto Israel x Hezbollah é mais um foco da guerra no Oriente Médio, que se alastrou para além do conflito entre EUA, Israel e Irã, que começou no sábado após bombardeios em território iraniano que mataram o líder supremo Ali Khamenei e autoridades militares do país (leia mais abaixo).

As forças israelenses ocupam cinco posições no sul do Líbano desde novembro de 2024, mesma época em que Israel e o Hezbollah assinaram um cessar-fogo em seu conflito.

Guerra EUA e Israel x Irã

Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas.

Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, quase 800 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2).

Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel, Irã e países do Golfo.

Os EUA informaram no domingo que seis militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los".

"Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou o presidente dos EUA no domingo.

G1 - Mundo


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