Por Taciano Medrado*
Desde que criei, há 7 anos, o blog do professor Taciano Medrado, hoje TMNews do Vale, nunca neguei que a linha editorial teria um viés de direita conservadora. Defendemos o triângulo PÁTRIA, FAMÍLIA E RELIGIÃO. A turminha dos militontos Lulopetistas provavelmente odeia o TMNews do Vale, afinal, vamos de encontro e combatemos tudo que eles pregam e defendem.
Como cidadão, sempre disse que minha relação com a esquerda é comparável a uma mistura imiscível, ou seja, como água e óleo: nunca se misturam.
No Brasil contemporâneo, a imprensa enfrenta um dilema que transcende técnicas jornalísticas: a tênue linha entre imparcialidade e conveniência. Enquanto o jornalismo deveria ser o guardião da informação verdadeira e do debate público, muitas vezes ele se vê refém de interesses políticos, econômicos e corporativos, comprometendo a credibilidade que tanto preza.
O conceito de imparcialidade pressupõe que fatos sejam apresentados sem influências externas, com pluralidade de vozes e sem distorção da realidade. No entanto, observamos que veículos de comunicação frequentemente escolhem narrativas que reforçam determinadas agendas, omitindo dados inconvenientes ou exagerando outros para favorecer alianças ou conveniências editoriais. Essa prática não apenas distorce a percepção do público, mas também enfraquece a função democrática do jornalismo.
A crise da imparcialidade não é apenas ética, mas também estrutural. Pressões de anunciantes, políticos e até de grupos internos influenciam decisões editoriais, criando um ambiente em que o “fato” é interpretado sob lentes de conveniência. A internet e as redes sociais ampliaram esse fenômeno, permitindo que notícias sejam moldadas para viralizar ou atender a interesses específicos, muitas vezes à custa da veracidade.
Diante desse cenário, o público se vê obrigado a questionar: existe jornalismo imparcial no Brasil ou o que predomina é a conveniência de certos interesses? A resposta não é simples. Há sim profissionais comprometidos com a ética e a verdade, mas eles operam em meio a um sistema que, muitas vezes, favorece o espetáculo e a parcialidade em detrimento da informação genuína.
A reflexão se impõe: se o jornalismo não retomar o equilíbrio entre verdade, pluralidade e responsabilidade, corre o risco de perder definitivamente sua função social. Afinal, informar não é apenas transmitir notícias, mas criar condições para que a sociedade compreenda, critique e decida com consciência. E essa missão, no Brasil atual, parece depender mais da coragem do jornalista do que da imparcialidade do sistema.
(*) Editor chefe do TMNews do Vale
Não
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