Em meio a uma das fases mais delicadas da história recente do país, o Congresso Nacional brasileiro parece caminhar a passos lentos, quando não completamente paralisado, diante de temas que exigiriam firmeza, coragem e compromisso com a população. A pergunta que ecoa nas ruas e nas redes sociais é direta: estamos diante de um Congresso acovardado ou de parlamentares comprometidos com interesses que não podem vir à tona?
A função primordial do Legislativo é fiscalizar, legislar e servir como contrapeso aos demais poderes. No entanto, o que se observa, em muitos casos, é uma postura submissa, silenciosa e, por vezes, conveniente. Projetos importantes são engavetados, investigações perdem força e discursos inflamados se dissipam rapidamente nos bastidores de Brasília.
Não são poucos os episódios em que parlamentares adotam uma retórica firme diante das câmeras, mas agem de forma completamente diferente nas votações. Essa dualidade levanta suspeitas legítimas sobre acordos políticos obscuros, troca de favores e até mesmo possíveis “amarras” que impedem uma atuação mais independente e combativa.
A expressão popular “rabo preso” ganha força justamente nesse contexto. Quando representantes eleitos pelo povo deixam de agir com transparência e coragem, abre-se espaço para questionamentos inevitáveis: a quem realmente servem? Ao eleitor que os colocou no cargo ou a interesses que operam longe dos olhos da sociedade?
Outro fator preocupante é a falta de reação diante de decisões controversas vindas de outros poderes. Em uma democracia sólida, espera-se equilíbrio e fiscalização mútua. O silêncio do Congresso, nesses casos, não é apenas omissão, pode ser interpretado como conivência.
É preciso destacar que há exceções. Existem parlamentares que, mesmo sob pressão, mantêm postura firme e coerente. No entanto, parecem ser minoria em um cenário onde o pragmatismo político muitas vezes se sobrepõe à ética e ao compromisso com o país.
O Brasil não precisa de um Congresso acuado. Precisa de representantes que honrem seus mandatos com independência, coragem e lealdade ao povo brasileiro. A omissão custa caro, e, em última análise, quem paga essa conta é a sociedade.
Fica, portanto, a reflexão: o problema é medo ou comprometimento? Seja qual for a resposta, uma coisa é certa, o Brasil não pode mais esperar.
(*) Professor, Editor chefe do TMNews do Vale e analista político
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