Por Taciano Medrado*
O clima no Palácio do Planalto azedou, e não é pouco. Lula (PT) estaria profundamente incomodado com o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio aos desdobramentos do chamado caso Master.
Nos bastidores de Brasília, segundo relatos de aliados à imprensa nacional, o ambiente é de forte tensão. Palavras como “decepção” e “traição” passaram a circular com frequência no entorno presidencial, revelando um desgaste que vai além do campo institucional e alcança o plano pessoal.
Ruptura anunciada
De acordo com interlocutores próximos, Lula tem sinalizado, em conversas reservadas, que considera a relação com Toffoli definitivamente rompida. O detalhe que amplia o peso político do episódio: o ministro foi indicado ao STF pelo próprio petista, em um momento de absoluta confiança entre ambos.
Fontes próximas afirmam que o presidente chegou a classificar a situação como uma “traição altíssima”, sobretudo porque houve uma reaproximação recente entre os dois após anos de distanciamento.
Feridas do passado
A relação já havia sofrido abalos durante o período em que Lula esteve preso, no contexto da Operação Lava Jato. À época, decisão atribuída ao ministro impediu o então ex-presidente de comparecer ao velório do próprio irmão, episódio que deixou marcas profundas e contribuiu para o rompimento.
Agora, o desgaste ressurge em momento politicamente delicado.
Pressão pré-eleitoral
O governo enfrenta dificuldades na articulação política e já se movimenta nos bastidores para um cenário eleitoral considerado desafiador por aliados. Para integrantes do entorno presidencial, os desdobramentos do caso Master adicionaram mais um componente de instabilidade institucional e ampliaram ruídos no ambiente político.
Apesar da irritação evidente, petistas próximos ao presidente sustentam que não há intenção de pré-julgamento. A orientação pública, segundo eles, é manter a defesa da presunção de inocência e do direito à ampla defesa, princípios que o próprio partido costuma enfatizar.
Desgaste calculado
Ainda assim, aliados avaliam que decisões consideradas polêmicas, a condução da crise e a permanência prolongada do ministro na relatoria do caso contribuíram para aumentar a tensão.
O fato é que, em Brasília, relações políticas são construídas na base da confiança, e quando ela se rompe, o custo costuma ser alto.
No tabuleiro do poder, a leitura que começa a ganhar força é simples: em meio a ruídos institucionais, articulações frágeis e pressões eleitorais crescentes, a conta política, mais cedo ou mais tarde, sempre chega.
(*) Professor e analista político
Não
deixe de curtir nossa página www.profesortacianomedrado.com e no Facebook e também Instagram para
acompanhar mais notícias do TMNews do Vale (Blog do professor TM)
Envie
informações e sugestões para o TMNews do Vale
pelo e-mail: tmnewsdovale@gmail.com


Postar um comentário