SAAE não cumpre sua missão


Por: João Chaves*

O fornecimento de água é de fundamental importância para o bem-estar dos munícipes, seguido do saneamento. Observamos que esses dois serviços são mais carentes justamente na periferia, onde residem os mais necessitados.

Na atualidade, vários bairros de nossa cidade não têm saneamento e, neste momento, o fornecimento de água é bastante precário, justamente do bem mais precioso da vida, essencial para tarefas básicas e necessárias, como limpeza, higiene pessoal e cozimento de alimentos.

Qual o objetivo do SAAE? Qual o seu significado para a cidade?

As autarquias, como podemos observar e como o próprio nome sugere, são órgãos públicos com poder e autonomia, o que lhes confere um funcionamento mais ágil. Por isso mesmo, deveriam ser mais eficientes, pois fogem das amarras burocráticas. Seus dirigentes, devido a essas facilidades, ficam mais livres para a tomada de decisões, nem sempre republicanas.

Será que o descalabro administrativo foi de um governo ou de muitos outros?

Soa estranho que um órgão com autonomia, sem concorrência, com receita própria, não disponha de saúde financeira para cumprir com as obrigações para as quais foi criado: saneamento e fornecimento de água.

A sociedade juazeirense merece e exige uma explicação convincente para os acontecimentos do passado e os recentes. Esses débitos existentes são de responsabilidade de quais gestores? Com certeza são cumulativos, ou seja, de várias gestões.

Quem levou os bens móveis constatados em levantamento agora realizado?

Qual o débito total do SAAE?

Essa autarquia é viável?

É esse o modelo ideal para gerir um setor de vital importância para uma cidade?

A essas e a outras perguntas, o povo quer respostas.

O povo não tem o poder direto da fiscalização; essa função só pode advir de seus representantes, os dignos vereadores, que receberam, através do sufrágio universal do voto, um mandato popular para exercer essa nobre função de fiscalizar os atos do Poder Executivo.

O SAAE, apesar de ser autônomo, é subordinado ao Poder Executivo, tanto que seus diretores são por ele nomeados.

Assim sendo, temos ao nosso alcance dois instrumentos capazes de abrir essa “caixa-preta” com autonomia: uma comissão de investigação, análoga a uma CPI, ou uma auditoria independente.

Com a palavra, a Câmara de Vereadores, a Casa Aprígio Duarte, e o chefe do Executivo, o prefeito Andrei.

(*) Médico e juazeirense 

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