Polilaminina, a filha do Brasil

 


Você já ouviu falar na polilaminina? Talvez não. E tudo bem. Até pouco tempo atrás, quase ninguém fora dos laboratórios tinha ouvido esse nome. Mas ele começou a circular. Primeiro em conversas discretas. Depois em reportagens. Agora, em debates sobre o futuro da medicina.

Imagine o corpo humano como uma cidade. As células são casas. Os nervos são fios elétricos. A laminina é parte da estrutura invisível que mantém tudo alinhado, firme, funcionando. Não é algo que você vê. É algo que sustenta. Uma espécie de malha microscópica que ajuda as células a saberem onde ficar e como se conectar. Foi estudando essa “malha” que a cientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio passou mais de vinte anos tentando entender como o corpo poderia, talvez, reconstruir caminhos que pareciam perdidos.

Quando a medula espinhal é lesionada, é como se a energia da cidade fosse interrompida. O cérebro envia o comando. O corpo não recebe. Silêncio. A proposta da polilaminina é simples de explicar e complexa de executar: criar um ambiente que ajude esses fios a se reorganizarem. Não é mágica. É tentativa de reorganização biológica. Resultados iniciais divulgados apontaram melhora de movimentos em pacientes que participaram de aplicações experimentais. Um caso específico chamou atenção porque o paciente voltou a andar. Isso acendeu esperança. E também perguntas.

A ciência responde com etapas, não com aplausos. Em janeiro de 2026, a Anvisa autorizou o início da fase 1 dos testes clínicos em humanos, voltada para avaliar segurança. Ainda não é conclusão. É começo formal. Especialistas aguardam publicações completas em revistas científicas internacionais, onde outros pesquisadores analisam os dados antes de qualquer validação definitiva. É assim que se constrói credibilidade.

A patente foi registrada no Brasil, embora a proteção internacional não tenha sido mantida por questões financeiras ligadas às taxas externas. O nome da pesquisadora passou a ser mencionado em conversas sobre uma possível indicação futura ao Prêmio Nobel. Nada confirmado. O processo é sigiloso. O que não é sigiloso é o impacto da pergunta que essa pesquisa levanta: e se o corpo puder, com a ajuda certa, tentar de novo? Que surjam mais Tatianas. Que haja mais investimento sério em pesquisa. Ciência e tecnologia salvam vidas. E também constroem, fortalecem e enriquecem uma nação.

Teobaldo Pedro
Juazeiro-BA

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