POLARIZACAO: A maldição de uma nação




Ela necessita de respostas.

A quem interessa? Quem se beneficia dessa nefasta polarização em nosso país? Ela é benéfica ou maléfica?

A resposta depende do olhar de quem a analisa. O observador mais atento tende a classificá-la de acordo com o lado político com o qual se identifica. Para os adeptos de Lula, o culpado é o “genocida”; para os adeptos de Bolsonaro, o culpado é o “luladrão”. Essas denominações não são de minha lavra. Tampouco me arrogo o direito de afirmar quem faz a análise mais correta. O fato incontestável é que o Brasil caminha para um abismo profundo, econômica e socialmente insustentável, cujo resultado, como sempre, é o sofrimento da população mais carente e necessitada.

O Congresso Nacional, por sua vez, já não discute os reais problemas do país. Vivemos uma verdadeira dicotomização da vida política, na qual predomina um debate estéril e improdutivo entre governo e oposição. Cada lado se limita a defender o posicionamento de seus líderes, que alimentam e retroalimentam essa esdrúxula polarização.

Mas, afinal, a quem mais interessa essa POLARIZAÇÃO?

A resposta é simples: interessa diretamente aos dois líderes que protagonizam e sustentam essa disputa pela hegemonia do cenário político nacional e, por consequência, aos dois partidos por eles comandados. E por quê?

VAMOS AOS FATOS.

Com a proibição do financiamento empresarial das campanhas políticas, passou a imperar o espírito de sobrevivência no sistema político. Nesse contexto, entra em cena a criatividade do político profissional brasileiro, pois o objetivo central deixou de ser o interesse público e passou a ser, pura e simplesmente, a renovação do mandato. O povo? Que se F.

Como viabilizar esse imbróglio? A solução encontrada foi simples e conveniente: aumentar o Fundo Partidário e criar o Fundo Eleitoral. E quem paga essa conta? O eterno otário do contribuinte brasileiro.

Como o Fundo Eleitoral é distribuído de acordo com o tamanho das bancadas federais, PT e PL,  impulsionados pela própria polarização que alimentam, tendem a sair do processo como as duas maiores forças no Congresso. Consequentemente, ficam também com as maiores fatias do Fundo Eleitoral, hoje administradas por Edinho Silva (PT) e Valdemar Costa Neto (PL).

O aspecto mais nocivo dessa conjuntura é o bloqueio sistemático ao surgimento de uma terceira via, que seria extremamente salutar para a democracia brasileira. No entanto, essas alternativas são, pouco a pouco, esmagadas ou cooptadas. Assim aconteceu com Heloísa Helena, Marina Silva, Simone Tebet e Ciro Gomes, este último rompendo com o sistema e sendo, por isso mesmo, politicamente EXORCISADO.

Enquanto isso, o país segue dividido, paralisado e refém de uma polarização que não serve ao povo, mas apenas aos que lucram política e financeiramente com ela.

João Chaves
Médico

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