O lulopetismo, longe de ser apenas uma corrente política, transformou-se num sistema de controle ideológico travestido de projeto social. No Brasil atual, não basta pensar diferente: é preciso pagar o pedágio ideológico. Quem se recusa a se ajoelhar diante do altar da narrativa oficial é sumariamente empurrado para o banco dos réus morais, rotulado, cancelado e execrado.
O discurso da “democracia” e da “tolerância” só vale enquanto serve aos interesses do grupo. Divergência é tratada como crime de opinião; questionamento vira afronta pessoal ao líder e ao partido. Não há debate, há patrulha. Não há pluralidade, há cartilha. A política deixa de ser espaço de ideias e passa a funcionar como seita.
Sob o verniz de justiça social, o lulopetismo flerta abertamente com símbolos e dogmas do comunismo, um modelo fracassado em todos os lugares onde foi levado a sério. Ainda assim, insiste-se em romantizá-lo, enquanto o país afunda em problemas reais: economia frágil, insegurança crescente, educação ideologizada e instituições aparelhadas. Slogans substituem resultados; militância substitui competência.
O episódio envolvendo o cantor Edson Gomes escancarou essa hipocrisia com requintes de crueldade. Um vídeo de um show em que o artista faz críticas ao comunismo viralizou e caiu como uma bomba nas redes sociais. Para a militância lulopetista comunista, foi um choque: o ídolo ousou pensar por conta própria. O resultado? Um ataque coordenado, raivoso e previsível.
O mesmo artista que por anos foi celebrado como “voz da consciência” passou, da noite para o dia, a ser chamado de reacionário, vendido e traidor. O crime? Não rezar mais pela cartilha ideológica. O recado é claro e brutal: no lulopetismo, só há amor enquanto há obediência. Pensar fora da bolha é imperdoável.
Esse é o verdadeiro custo do pedágio ideológico: a cultura vira instrumento de dominação, artistas viram mascotes políticos e a liberdade de expressão é aceita apenas como slogan, jamais como prática. Quem não repete o mantra é expulso do paraíso progressista.
O lulopetismo não aceita cidadãos críticos; exige devotos. Não tolera divergência; impõe submissão. E quando um movimento político passa a confundir o Estado, a cultura e a moral com seus próprios dogmas, a democracia deixa de ser valor e vira apenas fachada.
Romper com essa engrenagem não é opção, é necessidade. O Brasil não precisa de salvadores da pátria, muito menos de inquisidores ideológicos. Precisa de debate livre, responsabilidade e coragem para dizer não ao pensamento único. Porque toda vez que o pedágio ideológico é pago, quem perde não é o militante, é o país.
(*) Professor, analista político e redator - chefe
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