O roteiro parecia desenhado para uma noite rubro-negra no Rio de Janeiro. Casa cheia, pressão desde o primeiro minuto e a confiança de que o peso do Maracanã faria a diferença. Mas futebol não se ganha por expectativa. Ganha-se por eficiência, concentração e frieza, atributos que o Club Atlético Lanús demonstrou ter de sobra ao derrotar o Clube de Regatas do Flamengo por 3 a 2, de virada, e levantar a Recopa Sul-Americana em pleno Maracanã.
Com mais de quatro mil torcedores nas arquibancadas, o time argentino escreveu uma das páginas mais marcantes de sua história recente. Não apenas pelo título, mas pelo contexto: suportou a pressão durante 120 minutos e foi cirúrgico quando o adversário falhou.
Uma estratégia clara, e executada com perfeição
Em vantagem pela vitória por 1 a 0 em Buenos Aires, a equipe comandada por Mauricio Pellegrino veio ao Rio disposta a jogar “por uma bola”. E o Flamengo ofereceu mais de uma.
Em falha conjunta de Rossi e Ayrton Lucas, Castillo, que já havia sido decisivo na Argentina ,abriu o placar com o gol vazio à sua frente. O Maracanã silenciou por alguns segundos, mas o Flamengo reagiu. Giorgian de Arrascaeta empatou de pênalti ainda no primeiro tempo, reacendendo a chama da arquibancada.
Na etapa final, o roteiro parecia pender para o lado carioca. Jorginho, também em cobrança de penalidade, virou para 2 a 1. O volume era todo rubro-negro. A classificação parecia questão de tempo. Mas o futebol pune a soberba e premia a disciplina.
Letal na prorrogação
Na prorrogação, o Flamengo foi empurrado pela torcida. O Lanús, pela convicção. Aos 13 minutos do segundo tempo extra, Canale subiu mais alto que todos e empatou a partida, resultado que já garantia o título aos argentinos.
Com o time carioca lançado ao ataque no “tudo ou nada”, abriu-se o espaço que o Lanús esperava. Aquino, em contra-ataque mortal, decretou o 3 a 2. Festa argentina no Maracanã. Silêncio, vaias e revolta do lado rubro-negro.
O peso do segundo vice
A derrota aprofunda o momento turbulento do Flamengo sob o comando de Filipe Luís. Em menos de um mês, o clube acumula o segundo vice, após a derrota para o Sport Club Corinthians Paulista na Supercopa do Brasil.
O discurso de início de temporada promissor começa a dar lugar às cobranças. O time demonstra qualidade técnica, mas peca em concentração e solidez defensiva nos momentos decisivos. E decisões são feitas de detalhes, detalhes que o Lanús soube explorar com precisão.
Ao apito final, o som predominante não foi o de aplausos, mas de protestos. Vaias ecoaram das arquibancadas, refletindo a frustração de uma torcida que não aceita menos do que títulos.
O Maracanã, acostumado a noites épicas rubro-negras, foi palco de uma festa estrangeira. E a lição fica registrada: tradição pesa, camisa impõe respeito, mas organização, estratégia e eficiência continuam sendo os verdadeiros donos das taças.
(*) Redator - chefe
Não
deixe de curtir nossa página www.profesortacianomedrado.com e no Facebook e também Instagram para
acompanhar mais notícias do TMNews do Vale (Blog do professor TM)
Envie
informações e sugestões para o TMNews do Vale
pelo e-mail: tmnewsdovale@gmail.com



Postar um comentário