Olá caríssimos,
Estamos na iminência de mais uma eleição para presidente, governadores , deputados (federais e estaduais) e nesse momento vale uma reflexão por parte do eleitorado brasileiro.
No Brasil, a palavra lealdade perdeu o sentido quando colocada ao lado da política. O que se vê, de forma recorrente, é um cenário marcado por conveniências momentâneas, alianças frágeis e discursos que mudam conforme o vento eleitoral. A coerência, quando existe, costuma ser tratada como obstáculo, não como virtude.
A política brasileira parece funcionar sob a lógica do “até quando for útil”. Partidos, líderes e grupos se unem não por afinidade ideológica ou compromisso com projetos de longo prazo, mas por interesses imediatos: tempo de TV, cargos, emendas, poder. Hoje adversários ferrenhos; amanhã, aliados de ocasião. Tudo depende do cálculo frio do momento.
Nesse ambiente, a lealdade não é com o eleitor, nem com ideias, muito menos com princípios. É com o projeto pessoal de poder. Promessas feitas em palanque são facilmente descartadas após a apuração das urnas. Discursos inflamados contra práticas condenáveis se dissolvem quando surge a oportunidade de participar delas.
O resultado é um eleitorado cada vez mais descrente, cético e cansado. A sensação dominante é a de traição permanente: traição de votos, de expectativas, de narrativas. Não por acaso, cresce o distanciamento entre a população e a política institucional, vista por muitos como um jogo fechado, onde as regras só valem para quem está fora.
Enquanto isso, a lealdade verdadeira, aquela que exige constância, coragem para manter posições impopulares e respeito à palavra dada, torna-se raridade. E, quando aparece, costuma ser ridicularizada como ingenuidade ou fraqueza, num sistema que premia a esperteza e pune a integridade.
No Brasil de hoje, falar em lealdade na política soa quase como ironia. Não porque o país ou seu povo sejam incapazes dela, mas porque o modelo político vigente transformou a falta de compromisso em método. E enquanto isso não mudar, lealdade e política continuarão, de fato, incapazes de caber na mesma frase.
(*) Professor e analista político
Não
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