Moraes determina arquivamento de inquérito por obstrução de justiça contra Carla Zambelli (Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados)
Segundo o G1, Moraes acolheu integralmente o parecer da PGR que apontou falta de fundamentos suficientes para dar prosseguimento à investigação paralela relacionada aos desdobramentos da invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Condenação por invasão ao CNJ
Em maio de 2025, a Primeira Turma do STF condenou Zambelli, por unanimidade, a 10 anos de prisão em regime fechado. A condenação decorreu da participação da então parlamentar na invasão dos sistemas do CNJ, ação que também resultou na condenação do hacker Walter Delgatti Neto.
De acordo com as investigações, documentos falsos foram inseridos na base de dados do CNJ, entre eles um suposto mandado de prisão contra o próprio ministro Alexandre de Moraes.
Saída do Brasil e prisão internacional
Cerca de 20 dias após a condenação, Zambelli deixou o Brasil por via terrestre, atravessando a fronteira com a Argentina, e seguiu para os Estados Unidos. Posteriormente, afirmou que buscaria tratamento médico na Europa. Ministros do STF classificaram a saída como fuga. Diante do cenário, Moraes decretou a prisão preventiva da ex-deputada e solicitou a inclusão de seu nome na lista de difusão vermelha da Interpol.
Renúncia e impasse na Câmara
O caso provocou tensão institucional. Em dezembro de 2025, o plenário da Câmara dos Deputados votou contra a cassação do mandato de Zambelli. Foram 227 votos favoráveis à perda do cargo, número inferior aos 257 necessários.
O ministro Alexandre de Moraes anulou a deliberação da Câmara, ao considerar que a perda do mandato é automática em casos de condenação criminal transitada em julgado com pena superior a quatro anos. Em 14 de dezembro de 2025, Zambelli formalizou a renúncia ao mandato por meio de carta enviada à Mesa Diretora. O suplente Adilson Barroso, do PL, assumiu a vaga.
Extradição sob análise na Itália
Atualmente, Carla Zambelli está presa na penitenciária feminina de Rebibbia, nos arredores de Roma. Ela foi detida pelas autoridades italianas após ser localizada como foragida internacional.
O governo brasileiro formalizou pedido de extradição, que segue sob análise da Justiça italiana. Em audiências realizadas em fevereiro de 2026, a defesa tentou substituir os juízes responsáveis pelo caso, sob alegação de falta de imparcialidade, mas o pedido foi rejeitado. A Justiça da Itália decidiu mantê-la presa durante o andamento do processo, ao entender que persiste o risco de nova fuga.
Fonte: Brasil 247
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