O dólar comercial encerrou o último pregão em baixa de 0,27% frente ao real, cotado a R$ 5,15, menor valor desde maio de 2024. O câmbio destoou da tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando alta de 0,14%.
O desempenho da moeda estadunidense refletiu o fluxo de investimento estrangeiro para países emergentes, influenciado pelo aumento das incertezas quanto às novas tarifas recíprocas do presidente Donald Trump, as tensões geopolíticas e o apetite a risco em países emergentes.
Além do real, o dólar também perdeu força ante outras moedas como o peso chileno e o peso mexicano. Segundo analistas do setor, no cenário atual de tensão entre os EUA e o Irã, tarifas e apetite ao risco em emergentes, o Brasil se destaca como um “porto seguro”, mesmo frente a outros emergentes como África do Sul, Turquia e México.
A visão de alguns dos analistas é a de que o movimento tende a se manter no exterior, sem motivo aparente para uma mudança de tendência. Eles explicam que, em âmbito local, o fluxo de investimento estrangeiro tem tido um peso alto, o que tem levado os agentes a relevar a questão fiscal no Brasil.
Cotação do euro
O euro, por sua vez, encerrou a sessão em baixa de 0,43%, cotado a R$ 6,07.
Fonte: Brasil 61
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